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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

VIDA & MORTE II



Dando continuidade a abordagem do tema Vida e Morte, parece-me claro que a expectativa que todos geramos em relação a vida sempre será a mais positiva em nosso favor. Somos “educados” a dirigir a atenção para as circunstâncias da vida, as oportunidades e as experiências da vida, que em última análise, se resumem a um mesmo estado, ou seja, desejamos experimentar a vida em suas múltiplas possibilidades.
Os eventos que ao longo da vida compõem o nosso viver,  geram diversos padrões, crenças e hábitos que são agregados pelo individuo e moldam seu caráter e sua personalidade. Por conseguinte, estes últimos, definem-se por aspectos positivos ou negativos no que tange a qualidade dos mesmos, e expressarão por qual veia de conduta cada um de nós se move em nossa caminhada como personalidade singular, em constante desenvolvimento e aprendizado nesta realidade dimensional.


O grande problema que identifico em nosso viver, se localiza em um aspecto comum em nossa sociedade e denuncia, nesta, o despreparo com o qual todo o individuo é lançado a vida, sem o devido cuidado e educação para a mesma. Nascemos, crescemos e atravessamos as demais etapas da vida, aprendendo durante o exercício destas etapas, não há um preparo, uma educação consciente voltada a dotar o individuo de conceitos e informações que favoreçam o seu desenvolvimento psíquico, físico e energético.
Esta irresponsabilidade e despreparo não pode ser creditado aos nossos pais, ou aos nossos antepassados mais próximos, tão pouco, aos nosso educadores. Este é um processo que alcança os primórdios de nossa civilização, e junto a todo este peso, filiam-se ainda as diversas influências decorrentes de intervenções, que a humanidade sofreu em sua constituição por parte de consciências extraplanetárias. 


Refiro-me obviamente a ação de seres vindos de outras origens planetárias, como por exemplo, os Reptilianos, os Dracronianos e os Pleiadianos entre tantos outros que poderiam ser citados, mas, refiro-me a estes por serem teoricamente os mais conhecidos. Talvez neste ponto, alguns possam se indagar ou desacreditar no que imediatamente acima esta exposto, mas, sugiro a estes, que busquem informações sobre o que afirmo em relação a estas influências extraplanetárias. Não me deterei sobre este assunto por não ser ele neste momento, a razão deste texto.


Pois bem, se juntarmos todas estas condições de influências e despreparos para a vida, pode se acreditar que viver nesta realidade é uma grande aventura, mas, infelizmente uma aventura muito perigosa e com consequências plenamente reconhecidas por todos nós e declaradamente presentes em nossa sociedade, em todos os níveis dos quais ela e constituída.
É neste cenário insano que o individuo é lançado para desenvolver suas experiências, e analisando o fluxo comum de nosso planeta e de nossa civilização, afirmo sem medo de errar que as condições a nós oferecidas, são indubitavelmente insalubres (energeticamente) e corruptíveis (moralmente).


Com esta atmosfera que se abate sobre cada aspecto da vida humana, é natural que tenhamos extrema dificuldade em desenvolver uma vida regrada por uma conduta mental e emocional equilibradas, pois, podemos nos comparar a um marinheiro em alto mar, navegando em seu barco sem bússola, tendo apenas a orientação das estrelas, do sol e da lua para guiá-lo. Mas, quando as nuvens se fazem presente nos céus, este marinheiro fica a mercê das ondas que carregam o seu barco a seu bel prazer.
Este é sem dúvida o nosso roteiro, somos guiados por nossos sentidos e instintos em razão da ausência de uma educação apropriada, que conceda a todos nós, orientações sobre o que é a vida e todas as influências que sobre ela incidem.
Isto leva a personalidade a criar por si, os seus conceitos, suas crenças e padrões que o acompanharão ao longo de sua vida.


A educação recebida de sua família e aquela que lhe é oferecida nas salas de aula, inquestionavelmente não são suficientes para dotá-lo de informações e conceitos, que possam contribuir significativamente para a formação de uma personalidade equilibrada e ciente do que ela é, onde ela esta, e qual a razão de sua presença neste planeta.
Com este desconhecimento, o humano se move ao longo dos milênios, promovendo eventos sociais e individuais ausentes de condutas morais e éticas alinhadas e identificadas com a energia do amor.


Este sofrimento que amargura a alma humana é reflexo deste despreparo, e espelha em seu interno, todos os desequilíbrios, carências e medos que povoam a sua mente, como consequência de sua manifestação externa. Conduzimo-nos sem a devida lucidez e discernimento necessários.
Cada humano é um universo muito particular, não pode ser mensurado ou conceituado plenamente. Podemos ter comportamentos reconhecidos, mas nunca os teremos suficientemente decifrados totalmente.
Os exemplos são abundantes em nossa realidade social. 


Muitos indivíduos tidos como pacatos e respeitáveis foram agentes de eventos extremamente tristes em nossa sociedade. Crimes contra a vida foram cometidos por estes, sem que as razões de seus atos pudessem ser compreendidas, em decorrência de uma conduta social até então ser  identificada pelos seus comuns, como correta e pacata.
A mente humana é sem dúvida uma grande “caixinha de surpresas”, de onde nunca se sabe o que pode ser ali gerado como pensamento, emoção e consequente ação.
Desta maneira, é plenamente aceitável entender-se que o humano configura para si, conceitos e propósitos que podem ser resultado de legados recebidos daquela insuficiente educação familiar e escolar, mas, que igualmente pode produzir seus próprios entendimentos sem que estes, tenham qualquer relação e orientação anterior.



Em razão deste contexto, muitos humanos se fazem prisioneiros de suas experiências passadas, tenham sido elas geradas em seu atual viver ou em seu processo reencarnatório. Eles se prendem aos eventos que produziram traumas, e desfilam pela vida carregando correntes que os ligam a estes acontecimentos.
Estas pessoas se vinculam de tal forma a estas experiências, e mesmo que elas tenham acontecido a dezenas de anos passados, as vivem diariamente em seu agora, como se pudessem tê-las presentes a seu lado.
Este comportamento que é extremamente comum, corrompe a mente e perturba de tal maneira as emoções do individuo, levando-o a desenvolver verdadeiro pavor de enfrentar situações, que possam relacionar-se com o fato causador do trauma. Quando este acontecimento se registra, há um prejuízo significativo no desenvolvimento da vida deste individuo, pois, ele cerceia e boicota-se frequentemente como um ato de defesa, para não enfrentar nova possibilidade de repetir o trauma.


Isto é muito comum ser observado nos relacionamentos amorosos, as pessoas se desiludem com parceiros que lhes causam grande sofrimento, e passam a negar a si mesmo o direito de viver outro relacionamento, ou ainda pior, levam para o outro relacionamento, quando se permitem vivê-lo, toda a carga traumática que sofreram no passado.
O exemplo acima citado, é adequado aos relacionamentos amorosos, mas, podemos encontrar em todas as manifestações humanas, circunstâncias que denunciam o quanto somos eficazes em nos aprisionar ante as desilusões e traumas da vida.
Quando um determinado individuo, vive uma situação que o traumatiza, ele cria um registro do acontecimento. Este registro ganha uma identidade energética constituída por uma determinada qualidade vibratória (frequência), esta vibração é alimentada e potencializada através dos pensamentos e emoções que o individuo produz quando entra em contato com o problema que o afeta.


Reafirmo que isto pode acontecer através de seus pensamentos e emoções, ou quando ele se vê por alguma razão diante do problema, ou ainda, pressente que pode viver a circunstância novamente em outro acontecimento no seu agora.
Mantendo-me no exemplo do relacionamento amoroso, podemos facilmente perceber que quando uma pessoa se apaixona por outra, tendo esta, desenvolvido o papel de vitima em um relacionamento que lhe causou o trauma, ela vai ter muito medo de se entregar plenamente a este novo amor, e sempre estará em posição de defesa, com medo de sofrer mais uma vez.


Quando nos comportamos desta maneira, estamos assumindo simultaneamente duas posições: a primeira é aquela na qual geramos em razão dos medos que nos absorvem a abertura de portais energéticos, que nos conectam com o fato do passado, e que no agora atuam como energia obssessora (vampirizadora), que retira a energia vital do individuo em decorrência da conexão que ele estabelece com o fato, alem de perturbá-lo drasticamente em seu viver; a segunda, é aquela em que o individuo boicota a si mesmo neste novo relacionamento, ele gera padrões de comportamentos que certamente vão produzir desequilíbrios  e insegurança, promovendo o possível fracasso deste novo relacionamento.
Desta maneira, o comportamento acima enunciado, denota em sua essência uma conduta vinculada com a morte, e não com a vida.
Vinculada com a morte em virtude de que o individuo se sintoniza com energias de baixa vibração, decorrentes de seus pensamentos, emoções e ações que se filiaram ao peso que seu passado registrou pela dor nele contida.


Consequentemente, neste e em outros eventos vividos pelo individuo, onde ele gere fatos, padrões e ideias desequilibradas, o resultado a ser obtido sempre o conectará com a decisão de morrer a cada segundo, em decorrência de que toda frequência que acompanha qualquer movimento  deste individuo, atua sobre ele e esta constituída de densidade e baixa qualidade energética.
A morte não necessariamente tem que ocorrer quando alguém atira-se de um prédio, é atropelado, suicida-se ou falece por morte natural.
Muitos humanos, estão mortos em vida e não sabem desta ocorrência.



A vida somente se mostra abundante e generosa quando estamos em sintonia com o amor. O amor é a energia a ser incorporada por cada um de nós, em cada pensamento, emoção, verbo e atitude que diariamente estamos a gerar em nosso cotidiano.
É importante e saudável a todos nós, questionarmo-nos de tempos em tempos, se estamos gerando vida ou morte em nossas circunstâncias pessoais e sociais.
No avesso do amor se encontram as dores e os sofrimentos da humanidade, que secularmente, afirmo, nos conduzem aos mesmos processos repetitivos de vida e morte.

Onde os mesmos erros ganham contornos e matizes diferentes, mas, que em nada alteram a essência de uma existência vinculada tão simplesmente, a decisões de vida e de morte. Como se o existir pudesse ser resumido, ao andar ou não sobre a terra. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

VIDA & MORTE



Ideias  da morte, são sempre aquelas que se abatem sobre nossos pensamentos em tons cinzas e negros.
Fugimos de tais pensamentos e normalmente acreditamos que a morte é um “mal” inevitável.
Mas morrer não é simplesmente deixar de existir neste plano físico, morrer no censo comum, é bem mais do que deixar de respirar e mover-se interagindo com a vida que superficialmente conhecemos.
Morrer, antes de tudo, é um renovar-se, é conceder-se a chance de recriar a própria vida nela mesma.
Dotados de um corpo físico, e integralmente ligado a ele pelos nossos instintos, sentidos e ego, acabamos por manter um vínculo quase que impossível de ser rompido, não fosse o próprio evento, de a morte ser uma consequência que inviabiliza o uso deste corpo por nós tão amado e razão de tanto apego.


Encontramos muitas razões para viver, e para isto os humanos são obviamente dependentes deste corpo, e esta, indiscutivelmente se encarrega de ser a primeira das razões.
Mas, vemos que cada civilização tem um apreço muito grande pela vida, em decorrência das diversas observações que gera em relação a vida. Nestas civilizações, as pessoas são ligadas a vida em razão das buscas profissionais, outras são movidas pelos relacionamentos, riquezas, conquistas, status, sentimentos de posse, desafios, enfim, poderia se enumerar uma quantidade variada de razões que motivem o individuo a se fazer presente com vida neste plano.
Há  algo interessante que me parece que foge inicialmente ao olhar mais atento de todos nós. E talvez minha ideia possa não ser compartilhada por muitos, ou ninguém, mas me permito a ela me dirigir e desenvolver alguns pensamentos que trataremos mais adiante.



Sabemos que nossos dias são conturbados, a vida moderna exige o cumprimento de muitos compromissos em todas as áreas da convivência humana. Nosso dia incia-se muito cedo, muitas vezes mesmo antes do sol nascer, e finaliza tão somente quando a noite se faz presente novamente.
Esta rotina intensa é massificadora, e torna-nos sensíveis em nosso humor, e ao mesmo tempo, muito desatentos por mais “ligados” que possamos pensar ser.
A intensidade da vida moderna nos retirou a virtude do pensar. Sim, pode parecer antagônico, mas, isto é uma verdade. A praticidade de nossos dias nos oferece tudo pronto, você não precisa mais pensar, pois, se não vejamos, alguém sabe o número dos telefones celulares de toda a sua família? Refiro-me tão somente a pais, irmãos e filhos, será que  sabemos sem ter que olhar na agenda de nosso próprio celular?
Poucos talvez tenham esta capacidade de guardar na memória estes registros, pois, somos educados a processar nossas necessidades de maneira automática, servindo-nos de aparelhos eletrônicos que “pensam” por nós.
Pois bem, mencionei o celular, mas poderia ter  apontado tantas outras facilidades que utilizamos, mas, que de certa forma nos tornam menos ágeis mental e fisicamente ao longo de nossas vidas.
Estas facilidades nos retiraram a virtude do pensar, do raciocinar, de uma maneira mais profunda, diria, gerar discernimento.


Somado a isto tudo, encontramos organizações e governos, que igualmente entendem que quanto menos o ser humano usar suas capacidades cognitivas, melhor será para o sucesso de seus intentos nas áreas que se movimentam, seja organizações privadas ou públicas.
Quando deixamos de pensar, estamos lentamente adormecendo o nosso intelecto, até o ponto em que ele se torna obsoleto ante as novas necessidades que se impõe a ele. Como consequência, o individuo move-se dirigido e manipulado de acordo com os interesses dos quais ele sofre influência.



Desta maneira, pensar sobre a vida e a morte, se torna um assunto dispensável, cansativo e não prazeroso, porque pensar sobre isto?
E assim vamos dia a dia, nesta caminhada pouco sensata, sem construirmos pensares que edifiquem um ser. Não pela quantidade daquilo que materialmente ele possa ter conquistado na vida, mas sim, pela qualidade de seu caráter, personalidade e capacidade de gerar uma consciência desperta e lúcida, moral e ética.
Desta maneira comum em que a sociedade se move, a vida é o único elemento que merece o nosso cuidado, a morte, esta, deixemo-la para quando for a hora.
Quantas vezes ouvimos de nossos amigos e pessoas mais próximas a nós, a seguinte frase: “Eu quero é aproveitr a vida”.


Certamente você já a ouviu diversas vezes, ou ainda, a pronunciou. Você já percebeu que quando chega o verão, parece que se intensifica esta vontade de maneira mais dramática e irresponsável.
Mas, e a morte, o que é morrer?
Ah! A morte é deixar de estar nesta realidade física, e não mais possuir um corpo físico, é não poder mais “aproveitar” a vida, mas, será que isto é realmente a morte?
Parece-me que não, pois vejo a muitas pessoas caminharem entre nós devidamente aparelhadas com o seu corpo físico, e, portanto, tenho que admitir que estejam vivas.
Não, realmente não posso admitir que estejam vivas, simplesmente por possuírem um corpo fisicamente consolidado em nossa realidade dimensional.
Um corpo se move dotado de um organismo que o sustenta, sustentado por batimentos cardíacos que movimentam o sangue por veias e artérias, irrigando e suprindo todas as necessidades deste corpo, mas há vida?


Vida, um bem tão valorizado, mas tão irresponsavelmente utilizado. Definitivamente em minha opinião, a vida não se resume a tão somente dispor de um corpo físico, ela é bem mais do que este “simples” mecanismo  de movimentação.
Quantas pessoas estão mortas habitando corpos físicos saudáveis?
É enumerável o universo constituído por estas pessoas, e infelizmente o que vemos, é o crescente aumento deste universo.
Há entre as pessosa que trabalham com a espiritualidade, a ideia de que a sociedade humana esta em processo de despertar.
Sério?
Quero provas, não me satisfazem argumentos vãos, temos que observar a sociedade como um todo e não restringirmos o nosso olhar para onde nos é conveniente olhar.
Que existem pessoas acordando, existem, não podemos negar, me ocupo com este propósito, me entrego a esta intenção, mas, somos aproximadamente oito bilhões de pessoas no planeta.


Temos continentes onde populações vivem na mais absoluta miséria, na mais extrema limitação e carência, temos populações dominadas por seitas, religiões, regimes políticos, conglomerados econômicos, segregação racial, pela indústria do sexo... Chega.
Em nossas ruas vemos pessoas, jogadas ao chão, com fome, se drogando, vivendo na mais plena promiscuidade moral.
Assistimos em nosso pais o controle das massas menos favorecidas através de um falso paternalismo, que somente as  mantém em dependência econômica e moral.
Não falo aqui de milhões de pessoas, mas sim de bilhões de pessoas por todo o planeta, vivendo suas misérias.
O que vemos como pessoas em processo de despertar é apenas a ponta do iceberg da sociedade humana, estas, realmente estão em um processo de despertar, pois já estão acima do limbo da consciência perturbada.


Mas, e o restante do iceberg, o restante de bilhões de pessoas que continuam abaixo da superfície deste limbo?
Vida e morte coexistem simultaneamente em cada um de nós. São as nossas escolhas que definem se estamos vivendo ou morrendo. Cada segundo por nós gasto em nossas ações, pensamentos e emoções nos dirigem a vida ou a morte, em vida.
Isto é mais importante e perigoso do que se possa avaliar em um texto como este, vai muito além.
Desta forma, darei continuidade a este tema, abordando de maneira especifica esta duplicidade de estado presente em cada um de nós, vida & morte.




sexta-feira, 1 de agosto de 2014

VIDA, CAOS E AMOR



A vida é energia em movimento transformando-se, em constante pulsar, assumindo formas, cores, complexidades, estruturas e propósitos que se metamorfoseiam assumindo vertentes da vida em suas mais infinitas experiências e possibilidades.
Os circuitos elétricos nos quais ela se propaga são constituídos por micro canais espiralados que são movidos e direcionados a intenção da vida para a qual a energia se destina em propósito, e em que ambiente ela há de se manifestar.
O fluxo e a intensidade da mesma, podem variar sob todas as qualidades de que ela seja constituída, assim como, pode agregar em seu movimento outras qualidades que se vinculem ao propósito de sua criação. Algumas leis são inalienáveis neste processo, mas, como o criar sempre esta em constante ebulição vibratória, não há condicionamentos que possam limitar sua propagação ou a sua constituição ao encontrar o ambiente e a razão de sua criação.



Todo o processo criativo obedece a uma lei geral que se desmembra em várias vertentes de manifestação, qualidade e gênero, sempre estando afinada com a sua consciência primaz que habita em cada átomo que vibra no universo.
Esta lei é presente em toda a emanação de vida, distinguindo-se pelo seu estado vibratório, ativo ou passivo, desperto ou letárgico segundo a consciência que se vale da energia em si mesmo.
Operar o processo da vida requer uma  consciência desperta, ciente e plenamente vinculada com a lei geral e presente em toda a manifestação da vida. O universo  apresenta bilhões de potenciais criativos que vai desde o absoluto caos até a mais plena expressão da harmonia identificada naquilo que limitadamente conhecemos pelo nome de perfeição.
Estrelas, constelações e universos se confundem e se interpenetram em constantes ciclos de vida, onde desde o mais profundo caos até a mais absoluta perfeição, no criar, gerar e aperfeiçoar o estado da vida é o único aspecto imutável da própria vida em si mesma.
Há em cada átomo de vida uma consciência que o remete ao degrau imediatamente acima na escala de aperfeiçoamento. Esta consciência interpenetra uma força eletromagnética carregada e programada para evoluir obedecendo a ciclos ascendentes e descendentes, de expansão e retração, de união e separação, mas sem nunca perder o vinculo com a consciência primaz presente em si e em toda a forma de vida a sua volta, seja esta vida, manifestada em que plano, dimensão ou atmosfera ela possa estar vibrando.



A lei geral a que me refiro e que permeia a tudo é o Amor. Nada pode ser sustentado por muito tempo sem a qualidade do amor em sua vibração. Nada se mantém integrado em si mesmo se a ausência do amor for estendida por um tempo demasiadamente longo. O universo somente encontra a harmonia quando esta energia, esta em vibração, seja em processo de desenvolvimento ou em sua manifestação plena.
 Quando esta energia torna-se demasiadamente fraca e praticamente nula em períodos de tempo prolongados, o fluxo natural da vida nestes casos registra a instalação da frequência do caos que atua como elemento desagregador e desintegrador da realidade carente da frequência do amor, para que a partir deste processo Caótico, possam novas possibilidades serem geradas já com um novo dinamismo de vida constituído de potenciais amorosos.
Desta maneira, fica evidenciado que a vida em seu processo de criação e recriação não pode prescindir da presença do amor em sua constituição e vibração.



O que podemos perceber em nossa realidade terrena, é varias vertentes de vida, compostas por múltiplas qualidades desenvolvidas por micro e macro organismos vivos, que se somam a se relacionam em um processo contínuo de sustentação e  desenvolvimento da vida em sua expressão máxima.
Em nosso planeta somos vizinhos dos reinos animal, vegetal e mineral.
Vidas estas, totalmente por nós desconhecidas em sua essência como fontes criadoras da vida em um ângulo mais ampliado de observação. O caráter cientifico que podemos emprestar na observação da presença destes reinos entre nós, nos direciona ao aspecto de suas existências e consequêencias físicas, que se registram no ambiente, nelas próprias e sua influência no reino humano, mas, muito pouco os percebemos como fontes próprias de energia e vida criativa.
Nosso contato com estes seres, se da mais em nível de os percebemos como seres que estão aqui exclusivamente para, nos servirem dentro das funções e utilidades para as quais cada um deles foi por nós definida. Não os observamos como filhos da mesma fonte que nos gerou, esquecemo-nos que a vida se manifesta em qualquer  consciência, por mais frágil ou simples que ela possa se constituir.


Há aqui um erro de avaliação que cometemos sobre a presença destes seres aqui na terra. Precisamos reformular esta visão, e orientar-nos para estabelecermos, uma convivência mais integrada com o mais elevado conceito e manifestação da vida, que sejamos capazes de permitir perceber.
Devemos imediatamente abandonar o comportamento egoísta, de que nos colocamos acima destes, como se eles fossem adorno e utensílios em nossos lares, ou prestam-se para o consumo e sustentação da vida nesta realidade material.
A vida tem que ser observada como uma integração única e indivisível, permitindo que as varias formas e conceitos da mesma, possam alcançar o seu crescimento, para o nível imediatamente acima de onde estão em um dado momento.
O humano gerou um comportamento individualista, e acredita que a vida que o acompanha na terra, basicamente esta aqui para servi-lo diante de seus isntintos e desejos. 



Na própria espécie humana a vida deixou lacunas profundas na construção de conceitos que atravessaram milênios em desagravo com a lei maior. Subjugada que foi pelas vertentes gélidas da lastimável consciência humana voltada e submissa ao medo de amar.
Atravessamos civilizações, eras e ciclos cósmicos que reforçaram um padrão desagregador, e que nos leva gradativamente a um estado caótico nas relações com o planeta e a vida que agoniza a nossa volta. 
A vida constitui-se em algo muito alem do que a mortalidade em nosso corpo pode presumir. Anestesiamos em nós, nossa maior virtude que é o amor, em favor de uma efêmera vivência limitada, entre o nascimento e a presumível morte deste corpo físico. Até neste particular, somos levados a crer que nosso corpo físico, naquilo que entendemos por morte é totalmente desconstituído, doce ilusão para aqueles que percebem a vida por horizontes limitados. Estes não conseguem perceber que inclusive em seu corpo físico, a renovação da vida se faz a partir de um estado caótico que se instala no corpo do individuo levando-o a perda  deste corpo. Para que em um momento seguinte, ele retorne a vida material sustentado por um novo organismo físico, com a Capacidade de desenvolver uma vida mais sintonizada com o amor.
Ao desenvolvermos o direito a vida que nos foi concedida por Deus, esquecemos que a vida é sagrada, pelo simples fato de que ela provém de Deus.
Não conseguimos enxergar que quando retiramos a vida de outrem ou a nossa, estamos de fato negando a própria vida em Deus.
Nosso ego inflou-se de tal maneira que filiamo-nos a idéias, conceitos e atitudes que cada vez mais se distanciam de nós mesmos.
A vida recria-se em si mesma, regenera-se a cada instante, e promove o movimento incontido e intermitente do amor, mas que, negado em nós como conseqüência de nossas manifestações descomprometidas com a própria vida, através daquilo que geramos a partir de nossas experiências, nos conduz aos abismos das dores e dos medos nos quais a personalidade humana se vincula existência após existência.



O retrato que temos de nossa sociedade é deprimente. Somos aproximadamente oito bilhões de pessoas no planeta, que vive e sobrevive  miseravelmente.
Mas, me pergunto, quantos destes desenvolvem suas existências nutridas pela energia do Amor?
A resposta me foge sem seuqer me alcançar uma tênue esperança de otimismo, que possa me sugerir algo diferente daquilo que nossos livros de história nos informaram ao longo dos tempos, onde a vida era desrespeitada e desvalorizada, em favor de valores comprometidos com o poder e o domínio sobre o outro.
Se em nossa própria espécie, não conseguimos respeitar a vida, pressupor comportamento distinto para com as demais vertentes da vida entre nós, somente pode ser entendido em nós como inocência ou aptidão a utopia.



AS relações sociais nas quais a civilização humana mergulhou nas últimas décadas estabeleceram um antagonismo explicito, em situações da realidade cotidiana, quando esta, se depara com momentos de dramaticidade. O risco eminente de morte, ou a própria morte quando registrada, provoca comoção na sociedade que imediatamente abandona seu comportamento egoísta e reage em solidariedade a comunidade social onde o evento se registrou.
Há nestas ocasiões uma pronta reação em socorro aos atingidos pelo episódio. O acolhimento que a sociedade se permite emprestar nestas situações, é extremamente comovente, e nestes casos, não existem limites materiais, geográficos, de abastecimento e de profunda empatia com os afetados direta e indiretamente pelo episódio.
Nestes instantes a vida se faz mais vida, exatamente no limite de sua existência, aí se reconhece o valor da vida no outro e o quanto este outro é importante para cada um de nós. O sentido de unidade emerge de maneira espontânea, e envolve a todos na direção de um mesmo propósito, acolher, auxiliar, estender a mão e preservar a vida.



Se assim o fazemos nestes casos extremos, porque ainda resistimos em nosso cotidiano em adotar tal comportamento?
E por que, quando o episódio é vencido ou se distância no tempo as pessoas simplesmente retornam ao seu comportamento anterior?
O que leva o homem a segregar o seu irmão nas horas comuns, enquanto que nas horas extremas age de maneira diametralmente oposta?
Quando permitimos enunciar tais questões, começamos a aproximarmo-nos dos limites de nossos pontos de conforto e de nossos padrões egóicos.    
Sabemos que cada pessoa desenvolveu uma experiência única, mesmo fazendo parte do mesmo núcleo familiar. As vivências, a maneira como percebe a vida e como as circunstâncias da vida, promovem em cada um, percepções e reações distintas, estabelece a exclusividade e a independência na formação da personalidade de cada um.
Desta maneira, uma situação ocorrida em uma mesma família pode provocar bem estar a um destes membros, mas ao outro, pode gerar algum tipo de seqüela em decorrência deste último ter se sentido de alguma maneira atingido pela situação comum a toda a família. Mas, tendo ele sido afetado de maneira distinta dos demais, pelas percepções exclusivas que ele foi capaz de gerar a partir de seu aparelho psicológico, vai consequentemente produzir reações impares e absolutamente regidas por padrões que o governam intimamente.



A exclusividade e a percepção própria de cada um, gera as distinções entre os vários grupos sociais que habitam o planeta.
Conseqüentemente cada um cria para si, padrões, crenças e hábitos que são sustentados exatamente pelas suas experiências de vida, cujas conseqüências serão sentidas em cada um de maneira muito particular.
Assim sendo, ver a vida de maneira comum tornou-se uma utopia. Somos movidos por desejos, sensações, instintos e diferentes capacidades cognitivas resultantes do próprio viver.
Há muito tempo perdemos o contato com a simplicidade e a humildade. Desenvolvemos uma personalidade voltada a gerar fatos e conquistas, que incorporadas a nossa personalidade e vida, as transformaram em uma verdadeira arvore de natal, cheia de luzes, cores e adereços que asfixiaram a própria arvore retirando-lhe a capacidade de oxigenar-se.
A conquista ou não destas luzes, cores e adereços, remete-nos a dois estados distintos da personalidade.
Quando as conquistas se fizeram fato na vida da personalidade, esta se deixa deslumbrar com os louros da vitória, adquirindo neste instante padrões que se identifiquem com a sua auto-suficiência, mas, para aqueles que não galgaram vitórias, assumem padrões afinados com a derrota e a cobrança  que a sociedade gerou e que se impõe a todos.
Afinal, a vida é uma simples realidade concreta a ser desenvolvida ou, a vida é uma infinita manifestação do amor em suas mais diversas possibilidades?

Quem se dará o direito de pensar sobre isto?




Roberto Velasco,

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A ATMOSFERA DO ESTAR



Estar é um estado no qual se gera a compreensão de que há um espaço ocupado, uma condição de vida em desenvolvimento ou uma presença identificada em um determinado ambiente.
Contudo, estas compreensões não necessariamente podem se localizar exclusivamente por uma condição física ou material. Quando movemos nossas percepções para o mundo material, criamos uma identificação e rapidamente estabelecemos uma referência e analogia com algo semelhante, e que possa nos dar a ideia de conhecimento ou de reconhecimento.
Aquelas formas são variáveis, mas coexiste dentro de um mesmo plano de observação.


Porém, o estar, pode ser percebido como algo muito além do que a realidade material pode expressar ou representar a partir de descrições realizadas pelo homem.
“Estar”, antes de qualquer entendimento concreto, é uma atmosfera.
È algo que transcende ao físico e material, aloja-se em uma condição imaterial, portanto, não se prende a conceitos rígidos de identificações formatadas pelas observações desenvolvidas a olho nu pelas mentes individual e coletiva.
Quando emprestamos ao “estar” a condição de uma esfera por um pensar sob prismas mais ampliados, temos que olhar sem as medidas e fronteiras que são naturais para os processos físicos e materiais.
A sensação de descontinuidade e ao mesmo tempo de integralidade que esta atmosfera se presta conter, é sem dúvida alguma, uma condição até certo ponto assustadora, mas, igualmente excitante sob o ponto de vista do desconhecido, do inimaginável e da necessária desincompatibilização em relação ao tempo e a forma.


A mente comum e filiada a processos identificados com a natureza física e material, vê nesta possibilidade motivo de temor, pois, a esta, é seguro verter conceitos e teorias que se moldem as práticas já dominadas por sua mente.
Mas, ouso ausentar-me desta condição ao permitir-me invadir conceitos que transcendem esta condição segura. Invado campos conceptuais que tangenciam a utopia, contudo, podem fornecer-me insumos valiosíssimos que me permitam definitivamente, olhar ao mundo, não tão somente por diagramas, geometrias, números ou ilações que manifestam as já seguras e limitadas ideias assentadas por comprovações materiais.


Ao viajar nesta esfera na qual me lanço, mantenho contato, não com as formas ou as expressões sustentadas por valores numéricos ou conceituais. Assumo a ausência da forma e do conhecimento, e me concebo como o nada e o todo, coexistindo dentro e fora, apenas fluindo por energias tão mutáveis quanto a própria ideia do imperceptível, intangível e o inconcebível.
Abandono a clausura de minhas vãs memórias e projeto-me nesta aventura, onde a vida se confunde com a morte, sem que uma ou outra possa ser distinta ou expressar o fim ou o principio. Quero apenas transitar sem ser notado, ou ainda, vagar por entre as vidas como elemento elétrico, sensível ou até mesmo inerte ante os conceitos comuns ja abandonados neste ponto de minha viagem.
Agora que sou apenas um átomo desprendido de sua natureza física, voo para onde flua a energia que permeia a tudo, sem importar-me com o abandonado conceito de qualidade, sejam estes, positivos ou negativos. Estes extremos apenas denunciam a pobreza dos conceitos formulados ainda em estado físico, mas que no agora, descartados necessariamente o são, para que a interação possa ser alcançada neste estado de “estar”.


Fazendo-me “estar”, sou movido como uma onda que segue o fluxo da vida, sem que esta vida possa ser reconhecida. Neste ponto é necessário apenas transitar na eletricidade que o fluir contém.
Retrocedo ao passado para encontrar a atmosfera que por minutos pude absorver e ser absorvido. Com esta condição pude simplesmente presenciar aspectos da vida, conectados e desconectados da própria vida, se isto é possível, algo estar desconectado da vida. Mas aconteceu, e o trago para o agora, mas como? Se o agora é o sempre, não há divisão, compartimentos ou seguimentos, apenas existe o momento onde a consciência se localiza. Partindo deste principio, posso viver na atmosfera com a qual mais me identifico.
Esta é a razão pela qual as pessoas tem dificuldade em entender o que é o agora.
O Agora é o estado natural e instantâneo onde a consciência se localiza, onde as suas percepções estão despertas e para o que esta, desperta.
Desta forma, posso estar, transpor, retroagir, avançar, tudo ao mesmo instante, conduzido pelo foco onde localizo a minha consciência.
Ao adotar apenas a condição de um átomo, qualifico-me a mover este processo, inserir-me nele na totalidade do que eu sou, reconhecendo o absoluto, o intangível, a pluralidade contendo o singular e sendo contida neste mesmo singular.


Este é um ponto nevrálgico e que somente pode ser possível vivê-lo quando não estamos condicionados pela forma, medidas ou limites.
Avanço neste projeto e declino de qualquer identificação, relação e condição que seja menos do que o nada, tampouco, que seja mais do que o todo. Não mensurar é condição impar para habitar a esfera do “estar”, sem sequer visualizar o seu estado, apenas permitindo que as coexistências múltiplas dos aspectos da vida, possam interagir sem necessariamente ser percebidos.
Esta condição do “permitir” é o grande algoz da mente, da personalidade e do caráter que se filia a forma, medida e tempo, pois, a ideia de não ser, não conter e não finalizar é extremamente assustador, na medida em que não existe controle, eis aqui, o segundo grande algoz.
Quando o ser é integrante da vida como a percebemos, ele necessita de regras, condutas e referências para se sentir seguro como o agente no movimento da vida. Este comportamento e compreensão o tornam prisioneiro, na e em vida.
Condição esta indubitavelmente inexistente no “estar”. Neste estado não existem ações premeditadas ou repetitivas, há apenas o insólito e o contínuo recriar-se.
Permitir-se viver nesta condição de permanente estado cumulativo e de dissipação, requer extremo desapego e sensível sintonia com a vertente da vida, somente possível para poucas consciências.
Consciências estas que transpuseram os limites dos conceitos ligados a censos planetários, galácticos e cósmicos. A estes, apenas a vida como ela é, um perfeito estado de “estar” cuja maior virtude confunde-se com o completo abandono do “eu”, rejeitando nesta condição todas as filiações que sejam menores do que o ir e o vir, ou a própria inércia.


Não existem aqui, conceitos a serem formulados, assim como também não é possível o ser configurar-se na individualidade.
Quando alcançarmos este “estar”, seremos a vida na própria vida, vivendo a vida sem sequer perceber estar nela como parte dela, mas, fluindo, sem direções, condições, propósitos que possam ser gerados na primeira pessoa.
Nesta condição, não encontramos nas linguagens humanas verbos que possam traduzir ou intimamente identificar o que seja o “estar”, pois, este é um estado, uma atmosfera, um fluir que transcende o imaginário do mais prodigioso sonhador que a terra possa ter gerado em todos os tempos nela guardados.
Eu sou o infinito que é contido pelo finito, enquanto este não se descobrir plenamente imensurável. Quando o elo dos limites for rompido, eclodirá a vida em toda a sua plenitude, e ai, já não fará mais diferença, os vagos conceitos e as formas carentes e vinculadas a identificações pobres de valor e amor por si mesmos.
Eu estou onde vocês estarão, no nada e no todo, no inimaginável “estar”, a um instante de vocês.


Roberto Velasco.