Este espaço ocupa-se em gerar questionamentos, entendimentos, denúncias e expor nosso pensamento comprometido exclusivamente com a liberdade, a verdade e a transparência que a nossa opinião construiu na abordagem dos temas aqui tratados. A vida em sua realidade espiritual e material será observada sem limites. Sejam Bem-Vindos. Eu, Roberto Velasco os acompanho em Renunciando a Matrix.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
FLORICULTURA PRIMAVERA
Em uma manhã de primavera
Deborha, ocupava-se de suas rosas. Uma a uma eram igualmente acariciadas e
cuidadosamente umedecidas.
Deborha, é uma mulher em seus
34 anos, cabelos loiros cacheados, pele clara, andar sereno, olhar de um azul
profundo, extremamente observador, porém, dotado de uma doçura que a todos
encantava.
Seu sorriso... Falar do
sorriso de Deborha é ter a sensação de que a vida é simplesmente alegria e
encantamento.
Talvez a alegria que Deborha
detinha e que a todos envolvia, vinha exatamente de seu ambiente de trabalho. A
tempos a floricultura “Primaveras” tomava
toda a atenção e os cuidados desta encantadora figura humana.
Mas Deborha, não é a única
proprietária, ela tem uma sócia que se chama Patricia, linda morena, de poucos
sorrisos e de humor instável, nunca se sabia de que maneira dever-se-ia
aproximar dela, pois, ora era suave, ora ríspida e grosseira com funcionários e
até mesmo com os clientes.
Deborha ao perceber esta
instabilidade no humor de sua sócia, tomou para si as funções comercial e a de
recursos humanos, deixando a Patrícia, o domínio sobre as áreas financeira e de
compras da floricultura.
A relação que havia entre
elas sempre foi muito equilibrada, independentemente do humor de Patricia,
pois, a amizade que as unia foi construída ainda na infância das mesmas.
Naquela manhã Deborha
percebeu o atraso de Patrícia, o que éra absolutamente incomum.
O normal sempre foi Patricia
ser a primeira a chegar na floricultura, este atraso a preocupou, pois,
percebia Patrícia mais silente nos últimos dias.
A manhã foi avançando nas
horas, até que já passadas três horas Patricia chega, de óculos escuros,
semblante fechado, passa por todos sem esboçar qualqur tipo de saudação.
Deborha apenas observa e
continua seu trabalho, junto a duas senhoras indecisas, que se demoravam em
escolher qual orquídea haveriam de comprar.
O dia prosseguiu, cada uma delas
ocupada com os seus afazeres. No fechamento da floricultura, aproveitando-se de
que estavam sozinhas, Deborha se aproxima de Patrícia e lhe diz:
- Querida que há com você hoje, chegou não falou com ninguém, manteve-se no
escritório o dia inteiro, o que esta acontecendo com você?
Tentando disfarçar o
desconforto da pergunta por Deborha dirigida a ela, Patrícia, esboça um tímido
sorriso e responde-lhe em um tom de voz quase inaudível:
- Estou bem.
Deborha conhecendo a amiga
desde os tempos de escola sabe que a resposta dada por Patrícia não condiz com
a verdade.
Por esta razão sente-se bem a
vontade para insistir em sua pergunta?
- Patrícia, eu a conheço
desde o tempo em que engatinhávamos nossos primeiros passos, portanto, não
adianta você tentar me enganar.
Patrícia se sente nu diante
da amiga, pois o que lhe foi dito é um
fato do qual ela não pode negar, uma conhece a outra como se fossem irmãs. E
sentindo-se a vontade diante desta amiga-irmã, Patrícia é tomada por lágrimas
que vertem de seus olhos sem medidas ou constrangimentos.
Patrícia chora abraçada em
Deborha por um longo tempo, até que aos poucos ela vai se acalmando, ante aos
carinhos e os cuidados da amiga.
Cautelosamente Deborha, lhe
pergunta mais uma vez:
- Pattrica, fale o que
aconteceu, somente assim eu posso te ajudar?
Olhando aos olhos de Deborha,
e já mais calma, Patrícia passa a descrever o que acontecerá com ela.
- Minha querida amiga, não
sei mais o que fazer de minha vida, eu não posso perder o Paulo, ele disse-me
que não me ama, que quer ir embora, como eu vou viver sem ele ao meu lado,
como?
Em silêncio Deborha, continua
a ouvir sua amiga.
- Temos dez anos de
relacionamento, o que os meus amigos vão dizer de mim, o que a minha família vai falar, eles vão certamente
me culpar pela separação.
Eu já estou acostumada com
ele, fizemos planos juntos, vivemos momentos tão belos e hoje não resta mais
nada disto.
Paulo falta-me com o
respeito, manda-me calar a boca até na frente dos amigos dele.
Censura-me em quase todas as
minhas opiniões, até as roupas dele quem comprava ela eu, agora ele não quer
mais que eu as compre.
Sinto-me uma inútil, parece
que nada que faço tem valor, nada que eu faço esta certo.
Nem me procurar mais como
mulher dele ele o faz, me diz que perdeu o desejo por mim, tenho dele apenas
alguns momentos quando ele se embriaga e não tem noção do que esta fazendo,
nestes momentos eu o tenho como meu marido, mas e depois, vem todo o desprezo,
ele me diz que tem nojo de mim.
Mas eu o amo, entende
Deborha, ele é o homem da minha vida, eu não sei viver sem o Paulo, o que vai
ser de mim?
Continuando a descrever seu
quadro, Patrícia segue falando sem dar oportunidade para ser interrompida por
Deborha;
- Quando nos conhecemos ele
era muito diferente, ele me mandava flores, dizia a toda hora que me amava, que
queria ter filhos comigo, agora, ele diz que seria um pesadelo trer um filho
comigo, seria uma tortura para a toda a vida.
A alguns dias quis fazer uma
surpresa para ele, preparei um jantar para nós a luz de velas, quando ele
chegou e olhou tudo o que eu preparei para nós, ele disse que tinha marcado um
compromisso com os amigos, saiu e me deixou no chão chorando.
Entende Deborha, a minha vida
é o Paulo, eu sem ele sou nada, não sei que rumo dar em minha vida, acho que eu
morro sem o amor dele por mim.
O que você acha disto tudo
que eu lhe falei, diz amiga, você vai me ajudar a reconquistar o Paulo?
De posse da doçura de sempre,
Deborha se levanta apanha um copo com agua para Patrícia, e volta a sentar-se
diante dela.
Lhe segura as mãos, olha-lhe
nos olhos e suavemente começa a se fazer ouvir por Patrícia.
- Minha doce e querida amiga,
há quanto tempo nos conhecemos?
Quantas coisas já vivemos
juntas, quantas viagens, quanto mico já pagamos juntas, lembra?
Sempre fomos inseparáveis na
escola, dividíamos as nossas tarefas, tínhamos praticamente duas mães e dois
pais, isso sempre foi muito bom, você não acha?
- Sim. (responde Patrícia)
Deborha retoma a sua fala e
argumenta a Patrica.
- Lembra-se dos nossos
primeiros namorados, nós tínhamos medo de beijar na boca, acreditávamos que
teríamos vergonha e que podia ser nojento, hahahahaha.
Neste momento as duas riem
juntas, mas logo a seguir Deborha continua.
- Nossas experiências quase
sempre foram compartilhadas, sempre fomos confidentes uma da outra, nossas
brigas não duravam uma hora, pois, sempre arrumávamos uma desculpa para fazer
as pazes.
Podemos até dizer que somos
mais irmãs do que as nossas próprias irmãs de sangue podem ser de nós duas, e
isso é uma verdade.
E quanto ao amor querida, por
longo tempo ficamos sem namorados e quando uma conseguia um namorado, a outra imediatamente
também o conseguia, parece que uma precisava do incentivo da outra para
namorar, hahahah.
Novamente riram juntas.
- E o que falar do amor Patrícia,
o amor quando nos toma, faz-nos voltar a ser crianças, não sentimos os pés no
chão, parece que nada mais tem valor, e o que queremos é nunca sair dos braços
de nosso amado. Tudo ganha cor, a vida se torna mais viva, mais alegre.
O amor é uma experiência
maravilhosa, que enriquece a cada um de nós, nos ensina a crescer, nos ensina a
somar, nos ensina a fortalecer as semelhanças, e é por elas que o amor cresce,
somente por elas.
A esta altura Patrícia, já
encontrava-se calam e atenta ao que sua amiga lhe dizia.
- Sabe Patrícia, aprendi que
o amor é um estado de paz, respeito e compartilhamento de ideias, planos,
vontades, desejos, escolhas.
É ao mesmo tempo em que um se
permite estar no outro, o outro estará neste um, mas sem que o sentimento de
posse possa ali se instalar, não que o apego possa ser a razão da proximidade e
muito menos achar que o ciúme é uma forma de amor.
Não, o amor tem que ser leve,
livre e respeitar ao outro e a si. O amor é como uma flor, igual as que temos
em nossa floricultura.
Porque nossas clientes sempre
falam que nossas flores são as mais belas da cidade? Elas dizem que nossas
flores são lindas, porque são tratadas por nós com carinho, amor, zelo e
concedemos atenção a elas, como se cada uma pudesse falar conosco.
Assim tem que ser o amor, ele
tem que ser cuidado, tem que ser acolhido no coração e na alma. Ele tem que
respirar ares de liberdade, falo da liberdade responsável, aquela que permite
que a vida possa fluir por todas as vertentes da cumplicidade que o amor pode
gerar. Quando se ama, não podemos amar com medo, com culpa, com condições.
Estas aragens contaminam o amor e o enfraquecem até levarem-no a morte.
Não podemos igualmente nos prender
ao passado para amar novamente, pois se assim o fizermos, não teremos paz em
nosso presente, pois, sempre estaremos fazendo comparações com o que foi vivido,
e o que se sucede com aquilo que vivemos agora. Um relacionamento sempe é
diferente do outro, porque o natural é aprendermos cada vez mais a amar, e isto
nos leva a uma qualidade melhor do amor.
Patrícia olha para Deborha
como se nunca tivesse ouvido falar deste amor que lhe é descrito, mas segue
apenas ouvindo a amiga, não ousa lhe interromper.
- Quando se ama Patrícia,
temos que permitir sermos amados. Pode parecer contraditório o que eu te digo,
mas creia, muitas vezes as pessoas querem apenas amar, outras vezes as pessoas
querem apenas serem amadas, isto não é amor, podemos dar outros nomes a isto,
mas não amor.
Um casal tem que ter respeito
em sua relação, tem que ter atenção ao outro, ao que o outro faz, sente, pensa,
deseja. Ao mesmo tempo um casal tem que saber que nem tudo que um deseja,
sente, pensa ou faz tem que ser aprovado ou imposto ao outro. Uma relação
também é feita de diferenças, mas estas diferenças têm que ser em pequena
escala, ou seja, não podemos nos relacionar com alguém onde este alguém seja
absolutamente o oposto do que sejamos, isto, nunca dará certo.
E não dará certo porque o tempo
vai se encarregar em seu cotidiano de aumentar estas diferenças. No inicio da relação podemos até nem
percebe-lás, mas, com o passar do tempo elas passam a ser notadas, e com mais
tempo a frente ainda, elas serão intransponíveis na harmonização da relação.
Por esta razão, as pessoas se
separam com tanta facilidade, ou mantém uma relação doente por anos, sendo
infelizes e desrespeitadas.
Patrícia aproveita um momento
em que sua amiga faz uma pausa para uma respiração mais profunda e lhe
pergunta:
- Então amiga, você acha que
a minha relação tem cura?
Deborha faz-se silêncio antes
de responder, mas logo retoma a sua oratória.
- Patrícia, você acha que a
sua relação é prazerosa, lhe traz felicidade, lhe traz paz e há reciprocidade
de sentimentos por parte do Paulo para você?
- Não. (Timidamente responde Patrícia)
- E você acha que o Paulo é
feliz na relação de vocês?
- Também não. (Quase não deu
para ouvi-lá)
- Então minha amiga, se
nenhum de vocês dois é feliz, porque manter esta relação que já morreu?
Porque todo este seu sofrimento?
O que eu posso perceber
daquilo que você me falou, é que você esta com medo de ficar sozinha, com medo
do que as pessoas vão pensar de você. Parece-me que hoje, você esta querendo
viver um amor que aconteceu lá no passado com o Paulo, mas que hoje já não
existe mais.
Com este comportamento você
não esta se respeitando como pessoa, se amando como pessoa, e nem permitindo ao
Paulo e a você mesmo, a chance de serem felizes em novos caminhos que podem
conceder as suas vidas.
Você tem que entender
definitivamente, que o amor não aprisiona, o amor liberta, que o amor não é
possuir, o amor é fluir, que o amor não é
paixão, o amor é apenas amor.
Deixe esta relação ir embora,
deixe que vocês dois se curem dele, conceda-se liberdade, assim como ao Paulo
igualmente seja ele livre.
Olhe para você minha querida,
olhe para você com o valor que há em você.
Você não precisa ser feliz
tendo que estar com alguém, você pode ser feliz estando com você mesma, porque
o amor, ele não principia na união, ele principia em sua própria existência, a
união com alguém apenas vai fazer com que o amor que há em você se eleve, e
seja compartilhado com alguém que sinta o mesmo por si e por você.
Porque o nosso amor como
amigas sempre foi consistente e forte?
Porque exatamente eu e você
sempre nos permitimos ser livres e concedemos a outra liberdade, nós cultivamos
este amor que se fortaleceu ano após ano, com respeito, cumplicidade, carinho,
atenção e amor, muito amor que temos uma pela outra, assim como o amor que
dispensamos as nossas flores.
Neste momento bem mais
tranquila, Patrícia, ponderou ao longo daquilo que lhe era falado pela Deborha,
e conseguiu ao final de sua conversa abrir um sorriso espontâneo e sem o peso
de suas dores e de seus medos.
Mais tranquila Patrícia fala
a Deborha:
- Sabe Deborha, a ouvi
atentamente, e sei que você tem razão, quero ser feliz, assim como também desejo
ao Paulo que ele seja feliz.
Por esta razão terei ao
chegar em casa uma conversa com ele, e em acordo terminaremos a nossa relação
em paz e com respeito.
Você me fez ver que eu estava
errada, que eu perdi a ideia do que é amar, agora eu preciso recuperar isto em
mim novamente.
Somente assim poderei um dia
dizer verdadeiramente que amo alguém, pois consegui reconquistar o amor que eu
tinha por mim, e poder dizer novamente que eu me amo.
Sorrindo Deborha abraça a sua
amiga-irmã e lhe da um longo beijo em sua face, desejando-lhe paz e amor a cada
instante de sua vida.
De mãos dadas as duas se
retiram da floricultura “Primaveras”,
agora a floricultura esta mais perfumada e feliz do que jamais o fora.
Quando as rosas dos ventos
soprarem em tua direção, atente para a flagrância dos amores que chegam a ti,
apenas deixe-se envolver por esta atmosfera, se o amor é livre e verdadeiro.
SEM LIMITES
No silêncio das noites rompi
com os meus medos.
Foi diante das estrelas que
pela primeira vez experimentei minhas asas.
Contudo, confesso que em um
primeiro momento senti o peso de minhas incertezas, de minhas fobias, mas, a
brisa lentamente encarregou-se de abrandar minha ansiedade.
E em um instante de abandono
lancei-me em direção ao desconhecido, amparado apenas por alvas asas que
sincronicamente moviam-se me elevando as alturas nunca antes experimentadas.
Já em voo livre, sustentado pela
coragem da qual fui tomado, olho para baixo e vejo o quão é insignificante as
correntes que me prendiam a pesares e culpas. Observo o quanto mitiguei socorro
sem saber do que eu era capaz, e agora... Agora que descobri que sou livre,
perdoo meus equívocos, meus enganos e liberto-os para partirem de mim.
Sem lembranças, sem sequelas
ou apegos, continuo subindo em direção aos desafios deste universo, onde a vida
se faz em sons e matizes que desafiam ao artista em sua obra mais audaciosa.
A vida não se tinge de
cinzas, pelo contrário, é a própria cor em constante metamorfose, alcançando
tons diversos em sua pluralidade de manifestações.
Confundo-me por um segundo,
ao experimentar a diversidade da composição na qual embevecido me permito
contemplar.
Sou astro, sou cometa,
sou uma nebulosa, uma galáxia inteira em
seu processo de criação, experimentando a vida como jamais pensei existir, em
um processo frenético e exuberante nas suas composições e em sua perfeição.
Quisera eu que minhas
audácias pudessem ter me levado ja em meu passado a este voo, mas,
contemporizo-me ao saber que aqui, meus, passado, presente e futuro coexistem
em unicidade e sintonia com a vida no agora.
Mergulho por espirais
luminosas que me conduzem a outros universos, onde a desigualdade dos corações a muito
extinguiu-se em favor do amor, dos amores, dos quereres bem ao todo e ao nada.
Sinto-me igual, sem
distinções a serem expressas ou denunciadas, pois, em minhas asas já não mais
habita as correntes dos desiguais, dos desamores.
Rompi com os elos e cadeados
que censuravam minha mais sublime manifestação.
Agora que sei que componho o
todo e o nada, que sou aceito como sou,
que me importam os conceitos, que me importam as aparências, quando
percebo que a vida é simplesmente viver, viver e deixar viver.
Voar sem limites e sem
causas, apenas deixar fluir por entre meus átomos a presença única do amor, que
me concede a igualdade e a estabelece como fonte vivida da própria vida, da
própria existência.
Não me cabe mais medir,
atribuir, conceder ou condicionar a vida, quero apenas a sentir vibrante,
iluminada e plena em mim... Não, não mais em mim, em nós, por todos nós.
Quero dizer, quero
afirmar, porque sinto, porque vivo esta
verdade:
Nós nos amamos!
Sou um astro? Sou uma
estrela? Sou uma nebulosa? Sou uma Galáxia?
Na realidade sou tudo isto.
Eu sou, na verdade, o que
você é, porque somos o universo, e o universo é nós, no singular e no plural
daquilo que cada um e todos nós somos, a vida.
SEM MEDO
Vem sem medo.
Larga a vida e vem para
os meus braços.
Vem sem medo de se
entregar.
Meu amor não vai te
machucar.
Lança os teus temores ao
vento.
Arranca tuas dúvidas de
teus pensamentos.
Apaga os rastros de teus
passos.
Não deixa sinais para o
teu passado te encontrar.
Larga esta tristeza na
beira do caminho.
Deixa tudo que lembrar.
As dores que te
povoavam.
Quero-te nua como a lua.
Sem tremores ou
ansiedades.
Deixa tuas agonias
pousadas na mesa.
Esqueça o teu endereço
para jamais regressares a ele.
Abandona o teu silêncio
no teu ontem.
Apenas a quero como
nunca foi.
Acredita em meus amores
por ti.
Ama-me como nunca amou
alguém.
Faz teu melhor sorriso e
sorri para mim.
Deixa o nosso amor
nascer como o sol nasce.
Se elevando e aquecendo à
medida que sobe as alturas.
Quero-te por inteira de
hoje para sempre.
Vem e toca minha mão.
Sinta-me como a paz que
te abrigou.
Como o coração que te
acolheu.
Em meus afagos te
prometo que adormecerás.
Em repouso terno e doce.
Como somente um homem enriquecido
pelo amor pode conceber.
Digo que te amo.
Não por que te amo.
Mas porque te amo, te amo, te amo, te...
MULHER
Hoje sonhei com as constelações.
Perdi-me entre tantas luzes e
cores.
Que solto nos universos de
teus sabores.
E seduzido por teus olhares
enigmáticos.
Aceitei a conquista que a mim
se impunha.
Pelas carícias que de ti
provinha.
Sem reservas, nem contendas.
Fiz-me súdito, adorador e
amante.
Por reconhecer em ti.
Alma feminina feito sereia.
Sinuosa e esguia a me gerar
fascínio.
Cativas o todo daquilo que
sou.
Reconheces minhas fraquezas.
E sobre elas deposita tuas
artimanhas.
Conquista-me em cada ato, em
cada expressão.
Tens metade de mim como posse
de teu coração.
E a outra metade, servo fiel
de teus desejos.
Confesso que me perco em ti.
És meu fruto proibido.
Que em esmero profundo.
Agora, falar-te-ei em doces
palavras.
Para que me deixe te querer.
Vós sois fonte e causa de
meus delírios.
Razão de minhas noites
insones.
Se desejares, tens a mim como
o orvalho.
Para umedecer as flores sobre
as quais repousam teus pés.
Oh! Mulher de brilho incomum.
De falas serenas e ternas.
Saibas que escutará por toda
a eternidade.
Incontidas oratórias de
louvores a tua beleza.
Cobrir-te-ei em proteção com
o meu próprio corpo.
De todas as intempéries das
estações.
E em meus braços te
carregarei.
Para que não te canses pelos
terrenos acidentados.
Se algum dia as lágrimas
verterem de teus olhos.
Que seja a sentença máxima de
tua alegria.
Mas, se em algum dia as dores
da vida te abordarem.
Saibas que tem em meu peito,
cálido acalanto.
Desejo que tuas noites sejam
habitadas por sonhos do paraíso.
Onde te revelarei todo o meu
amor por ti.
Senhora de meus mais ocultos
sentimentos.
Venero-te como aos deuses do
olimpo.
E em dádiva suprema sustento
em minhas mãos.
O cálice sagrado dos
verdadeiros amantes.
Onde contido se encontra.
Em repouso e em estado de
plena mansidão.
Meu coração apaixonado e exultante.
Por saber que a ele.
Se junta a fonte inspiradora
da criação divina.
Corporificada na mais
perfeita manifestação da vida.
Que sobre a terra.
Deus em posse de sua essência
criadora.
Permitiu-se gerar.
Você...
...Mulher...
SE UM DIA EU PEQUEI
Se um dia eu pequei.
Juro a Deus que foi por Amor.
Por amar-te demasiadamente.
Sem medir as conseqüências.
Do quanto de amor te entreguei.
Em noites de ternura e caricias.
Afagos e febris desejos.
Onde apenas as estrelas.
Silentes e comprometidas com os anjos do amor.
Sem opção, se fizeram cúmplices.
Iluminando a este amor como o brilho de valioso diamante.
Se eu pequei, for por inocência.
Tomado de paixão por ti.
Adorei-te mais do que ao próprio Deus.
Em momentos onde o tempo parou.
Para contemplar a atmosfera que nos cercava.
Em amanheceres de procura e entrega.
A este amor que floresceu em primavera.
De cores e encantos, de sonhos e presença.
Em um misto de suavidade e intensidade.
De consentido silêncio feito de audível sonoridade.
Aos ouvidos de almas apaixonadas.
Fiz-me pecador ao olhar-te nos olhos.
Amei-te mais do que amará as flores.
E agora tomado por este amor.
Sequer tenho as flores a oferecer-te.
Sob o brilho do sol, olho ao redor.
Sem encontrar oferenda.
Que possa depositar aos teus pés.
Volto-me então, para dentro de mim.
E entrego-te meu apaixonado coração.
Como derradeira oferenda, pois, confesso.
Que se um dia eu pequei, foi por amor...
terça-feira, 26 de agosto de 2014
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