quinta-feira, 24 de julho de 2014

AS CORRENTES DO PERDÃO


                                                 CORRENTES DO PERDÃO

Há entre todos nós uma idéia de que ao gerarmos um erro muito significativo, ou ainda, que alguém erre de maneira grave conosco faz-se a imperiosa necessidade do perdão.
Erros graves são cometidos ao longo de nossas vidas e estes erros geram prejuízos contra nós mesmos ou contra alguém próximo a nós. Estas situações ficam marcadas em nossos corações causando-nos muita dor e sofrimento, assim como também aqueles erros que tenhamos produzido contra alguém.
Quem dentre nós nunca errou e prejudicou a si mesmo ou a outrem intencionalmente ou não, conscientemente ou não?
Mas seja da maneira que for  la esta consagrado o fato, a palavra mal colocada, o abandono, a decisão errada.
Estas situações nos marcam e a elas ficamos ligados em muitas ocasiões por uma vida inteira e alem.


Olhe neste instante para dentro de si, busque com atenção e respeito a si mesmo se existe algo bem escondido no fundo de seu ser que ainda chora as perdas que sofreu por um erro seu ou por alguém que o tenha causado a você.
Pense, tenha calma, mas acredito que não precisa de muito tempo para se lembrar. Se você for verdadeiro consigo mesmo encontrará facilmente situações que o amarguram e a elas ainda se encontra aprisionado, onde a dor machuca quando a lembrança do fato se faz presente em sua consciência, lembrou?
Muitos com certeza lembraram, outros preferem simplesmente esquecer (tentar), mas, o registro esta feito, a energia foi gerada, suas células a reconhecem mesmo que sua consciência procure se proteger tentando esquecer.
Isto o machucou tanto que você afastou-se de alguém, puniu-se pelo erro cometido, se diminuiu diante de si mesmo.
A traição sofrida ou a que você impôs a outrem no casamento, na sociedade, na amizade marcou muito você, não é verdade?
Esse espinho machuca la dentro de uma forma que criou marcas profundas em seu ser.


Mas há a salvação, fique tranqüilo, existe o Perdão, ele tira a culpa, apaga o erro e cura a dor.


Na busca para se libertar deste peso você até já pode ter feito algum ritual, novena, afirmações... e veja só,  até pedir Perdão a si mesmo ou a pessoa que você machucou você pediu, ou ainda, cobrou  de alguém que este pedido de perdão fosse dirigido a você por ele ter-lhe ferido, que desprendimento tudo isso, não acha?
É realmente comovente  (com todo o respeito estou sendo irônico).


Não há nada de comovente ou desprendimento nisto, HÁ SIM UM ERRO INGÊNUO, uma total falta de compreensão da vida e daquilo que é a realidade na qual estamos inseridos e para aquela que queremos nos mover.
O Perdão é uma ou talvez a maior bandeira de todas as religiões e doutrinas.
Você já parou para observar a isto que vos digo?
O rabino, o pastor, o padre, seja qual for a condição do dirigente de determinada hierarquia, ele sempre esta dizendo  a você que você precisa do Perdão, é algo que vai te libertar, que vai te conceder o direito de estar junto de “Deus”, que bonito.
 Mas este Perdão, eu o Nego, o Rejeito por entender que não preciso dele, e mais a frente vou lhes explicar por que.


Seguindo:

Dessa forma fica claro e evidente porque sempre a humanidade esteve se cercando de seres e “pessoas iluminadas” que as conduzissem ao tão jubiloso momento do Perdão, queremos nos libertar de nossas “culpas”, desta forma, o sagrado e o homem sagrado poderiam nos conceder esta graça (magnífico, perfeito), assim eu posso errar e ser perdoado, errar e ser perdoado, errar e ser perdoado... Pela eternidade, errarei e serei perdoado, maravilha não concordam?


Bem chega desta (em minha opinião), MENTIRA, (é desta forma que eu me dirijo aquilo que não esta constituído de verdade, respeito às opiniões em contrário, mas aqui exponho o  meu entendimento e o assumo sem meias palavras, pois é meu direito produzir idéias e conceitos a partir de meu interno sem me permitir ser manipulado pelo externo, e este direito todos nós o possuímos, usa-o quem  se sentir apto e/ou com coragem para fazê-lo).
Acabou, faço uso de expressão usada por nossos filhos, “deu pra ti”.
Vamos então agora tentar  entender o que é o Perdão e se ele é realmente necessário dentro de minha ótica.


O Perdão é uma condição concedida a alguém ou a si mesmo para que ele possa extinguir um “pecado”  ou “culpa” em conseqüência de um  fato ou discurso que tenhamos praticado ou que tenhamos sido “vitimas” deste fato ou de alguma ofensa ter sido gerada contra nós.
Como acima identifiquei, ele foi um instrumento e ainda o é muito poderoso de domínio e controle que muitos grupos e pessoas exercem sobre a individualidade humana. Quanta pessoa se mantém reféns de outras por considerarem que cometeram erros gravíssimos e estão a espera deste “maravilhoso” Perdão?


O Perdão trás junto consigo a clara identificação de que alguém é CULPADO, ou considerado CULPADO, pois se não há culpado para quem o Perdão será dirigido e concedido, certo ou errado?


Mas... Se alguém é culpado, certamente este alguém esta sendo de alguma forma PENALIZADO, certo?

Mas, se HÁ Culpa e HÀ Pena, significa dizer que houve JULGAMENTO, certo?


Mas, se houve Julgamento também significa dizer que HÁ um JUIZ, certo?


Este Juiz é VOCÊ ou é EU?
Se não somos nós, quem terá sido? O Pedro, a Maria ou a Patrícia?
Ah... Quem sabe o padre, o rabino ou então o mestre?
Ou ainda, quem sabe todos nós somos juízes?

Porque alguém em algum momento se instituiu da figura de JUIZ, e lhes informo que não foi a “FONTE”.
Quem terá sido então???


Meus amigos se o Perdão é necessário e acontece, concluo que  o Julgamento esta permitido acontecer, essa é a grande MENTIRA, pois o Perdão somente é dirigido a quem “teoricamente” cometeu um erro e é considerado culpado por este erro, e somente culpamos alguém após ter se desenvolvido um julgamento.


Diz-se em alto e bom som: “NÃO JULGAIS PARA NÃO SERDES JULGADO”, bonita a frase, bem construída, mas definitivamente ela não faz parte de um aprendizado nosso. Pelo contrário é extremamente abandonada em nossos dias, em nossos pensamentos e em nossas atitudes. O Julgamento é uma constância na sociedade e todos sabem que não deveria ser assim.
O perdão não absolve a ninguém, não concede a graça a ninguém, simplesmente porque ele é desnecessário, nem a Fonte Primordial que é Amor e Luz não nos perdoa, simplesmente porque ela mais do que nós, sabe que o Perdão é uma ilusão.


A Fonte nos concedeu o direito a vida, nos concede o direito ao renascimento, nos AMA naquilo que a expressão desta palavra pode significar de mais ABSOLUTO e que por nós é totalmente desconhecido.
A Fonte é Amor Puro, é Acolhimento, é Unidade, é Paz, é Discernimento... Sabedoria, Abundância, enfim, é indescritível, e sendo tudo isto que acabei de descrever e muito mais, mas que devido a minha ignorância não saberia aqui expor, como posso aceitar que a consciência do Tudo o que É, necessita, requer, nos obriga a pedir e receber Dele o Perdão???


Francamente é inaceitável entender que este ser que é indescritível por nós e que nos aceita como somos, com nossos acertos e erros e com nossas virtudes e defeitos, sabendo ele  mais do que a nós mesmos quem somos, pois vimos dele e somos a sua natureza fragmentada, então meus irmãos, como aceitar que este SER SUPREMO possa exigir o Perdão de seus filhos, quando é nele que se encontra o mistério da vida e da criação?


O real desejo da Fonte, é que os seus filhos entendam que não necessitam do Perdão, mas que necessitam SIM, é fazer das experiências a oportunidade para CRESCEREM com as LIÇÕES que nelas estão contidas.
Enquanto aceitamos a necessidade do Perdão, deixamos de prestar a atenção nas grandes LIÇÕES que estão sendo oferecidas a todos nós nas experiências que vivemos, é tão simples, mas temos uma incrível capacidade de complicar.



A necessidade do Perdão é o nosso EGO nos impondo uma condição para que ele se sinta menos culpado pelo erro praticado, e como ele não permite a personalidade lucidez nestes momentos, ele impede que esta mesma personalidade possa fazer daquele instante uma benção, pois ao se prender nas dores, nas culpas, e aos medos faz com que a riqueza do momento seja simplesmente abandonada e carregada com a dor e o sofrimento.


Quando você entende como o momento, a circunstância, e o porquê dos fatos terem acontecido daquela forma, esvazia-se dentro de você toda a revolta, o ódio, a raiva e a mágoa que o amassava, você passa a permitir-se observar os fatos com os olhos não mais de vítima e nem de agressor.
Você pode se permitir aprender com a experiência, extrair dela a lição que ali se encontra, você pode enriquecer seu espírito e sua personalidade rumo ao aperfeiçoamento de sua consciência que o aproximara mais ainda da Fonte que amavelmente o aguarda em seu retorno.


Perdoar não é a solução, porque Perdoar é simplesmente esquecer do fato  ou na melhor das hipóteses, Perdoar é quando lembramos do fato mas não nos sentimos magoados, machucados.
Mas de que adianta isto, você conseguir esquecer ou não se magoar ao se lembrar do fato se você não APRENDEU COM A EXPERIÊNCIA.
Aprender é instruir-se, gerar novos entendimentos, é agradecer a Fonte e a PESSOA com a qual você teve a experiência a grande oportunidade de crescer, evoluir e se tornar um Ser melhor para si em primeiro lugar, e nesta melhora contribuir com o outro.


Mas infelizmente o que normalmente fazemos é gerar ódio, rancor, mágoa em relação a nós mesmos ou a outrem.


Já errei tanto quanto qualquer pessoa nesta terra cometeu erros, assim como também foram cometidos erros na minha direção, mas a cada um deles e a cada pessoa envolvida EU AGRADEÇO E ABENÇOO pelas experiências que me permitiram viver. Esta consciência a adquiri AGORA em meu PASSADO me manifestou igualmente a todo o ser humano com ausência de lucidez, e permitindo que o ego me dominasse, me DESEQUILIBRANDO DIANTE DAS  CIRCUNSTÂNCIAS VIVIDAS.
 Não podemos nos culpar pelos erros que fizeram parte de nossas vidas, pois quando os praticamos AQUELE MOMENTO ERA O QUE A NOSSA CONSCIÊNCIA NOS DIZIA PARA FAZER, se certo ou errado, É O QUE SABÍAMOS FAZER NA OCASIÃO QUE SE APRESENTAVA PARA CADA UM DE NÓS, ERROS CONSCIENTES OU INCONSCIENTES, INTENCIONAIS OU NÃO, ERRAMOS PORQUE NÃO SABÍAMOS FAZER A COISA CERTA, TOMAR AS MELHORES DECISÕES, PRODUZIR AS MELHORES ESCOLHAS.
E isto se aplica também a todas aquelas pessoas que também erraram conosco.


Mesmo sabendo quando criança que era errado atirar a pedra na vidraça do vizinho EU fiz.
Mesmo os motoristas sabendo que é ERRADO dirigir alcoolizado, eles dirigem.
As consequências em uma e em outra situação são distintas, produzem danos com diferentes níveis de gravidade nos resultados, mas em uma e em outra a consciência de quem a possuía DIZIA,  FAÇA ISSO, porque naquele momento parecia o ”certo” a ser feito.


Estamos em um ambiente onde as experiências são as mais variadas, e estas experiências consequentemente nos reservam as mais distintas lições, consequências e responsabilidades, uma delas e entender a Fonte em nós e no outro, e não permitir que tenhamos obscurecida a nossa visão daquilo que ela é para todos nós.

Paremos, chega, BASTA!

Não podemos continuar permitindo-nos ver a vida por HORIZONTES tão insignificantes e limitados.
O domínio que sobre nossa consciência é exercida por grupos, pessoas, hierarquias E consciências estelares TEM QUE ACABAR AGORA.
Mas esta é uma luta individual, uma decisão individual, uma escolha que somente produzira resultados se vir de DENTRO de VOCÊ, mais especificamente de seu CORAÇÃO, é o seu desejo de ser LIVRE que o remeterá a essa conquista.
Eu observo com muita frequência nas pessoas a arraigada e infeliz  capacidade de ser fiel a dogmas, a leis, a padrões, a hierarquias, a mestres, a terapeutas, a idéias, a conceitos ENGESSADOS, limitadores, castradores e que nada tem a ver com a mais pura expressão da Fonte que é AMOR.


Quando receber o Perdão se torna uma benção, me parece que perdemos um pouco a noção da vida, do momento, da existência que aqui estamos desenvolvendo. Parece que deixamos de olhar para o caminho com todo o manancial de lições e aprendizados que estamos desenvolvendo e passamos simplesmente a olhar para um ponto futuro identificado por nosso objetivo (cada um tem o seu) sem valorizar e apreciar o trajeto que nos conduz a este objetivo.


Hoje olhando para o passado e me permitindo viver em minha tela mental todas as situações de vida que eu independente da qualidade (boas ou más) tenha experimentado AGRADEÇO a todas as circunstâncias, fatos, conseqüências e principalmente as PESSOAS que estiveram junto a mim em cada experiência de vida que eu desenvolvi até agora.


Não Perdoei a ninguém, assim como também não Perdoei a mim pelas minhas faltas e entendo não necessitar do Perdão de alguém para comigo,  simplesmente porque a cada uma das situações que o meu Ego poderia exigir a “benção do Perdão” vejo uma riquíssima DÁDIVA da vida na qual estava contida lições que me oportunizaram vivências dotadas de valioso material para o meu aprendizado e que me concede neste instante de vida ter a clareza na elaboração de meus conceitos, opiniões, atitudes e me capacitam a SEMPRE estar aberto a mudança, qualificação e aprimoramento de meus conceitos sem me PRENDER a nenhum deles.
Gero a clara compreensão de que eles são válidos para mim neste instante,  mas que no momento seguinte posso alterá-los totalmente se perceber que outros se oferecem com maior qualidade de aprendizado.
Esta é a visão que procuro dotar minha personalidade diante de todas as experiências que vivo hoje, nas boas ou nas más, sem me prender aos erros, sem me prender a culpas, sem me prender a necessidade vã do Perdão.


Fazer de nossas experiências um aprendizado valioso, com respeito ao outro e principalmente com respeito por nós mesmos nos aproxima cada vez mais da Fonte que É Amor e Luz.  


Todos os erros que eu pratiquei e os que foram praticados em minha direção fazem de mim o que sou. Vejo neles não o peso da dor, da mágoa ou do ressentimento que no passado posso ter gerado, mas sim, nos fatos do passado e nos de hoje a grande oportunidade de fazer valer  a vida que a Fonte me abençoou e eu aceitei experiênciar como seu filho aqui na Terra VALORIZANDO, COMPREENDENDO E ACEITANDO as pessoas que em todos os momentos estiveram e estão junto a mim.


Por fim, em minha experiência de vida no AGORA substituo o PERDÃO pela COMPREENSÃO e pelo  MUITO OBRIGADO, a todas as circunstâncias, pessoas e a minha individualidade por viver todas as experiências boas e más que enriquecem e valorizam meu Eu.


O PERDÃO cede lugar a COMPREENSÃO e ao MUITO OBRIGADO.


Pense, não tome ao que acaba de ler como uma verdade(pois esta é a minha verdade, pode não servir a você), mas sim como algo que o fará pensar, refletir e criar seus próprios conceitos. Não se sinta ENGESSADO, obrigado a respeitar conceitos e leis, QUESTIONE a tudo, você é CAPAZ, faça a diferença em sua VIDA.



Somos Todos Irmãos.

O PREÇO DA LIBERDADE - PARTE III




Agora que tomamos contato com algumas considerações geradas em nosso último conteúdo, podemos seguir adiante com nossa proposta, com nossa determinação em trazer compreensões não tão frequentemente presente na mente e no cotidiano do ser humano.
A partir deste ponto é necessário compreender que tudo o que venha a ser aqui exposto poderá e deverá agredir a muitos, naquilo que estes construíram como pensamentos, sentimentos, emoções e comportamentos em suas vidas, pois, muitas narrativas foram contadas, registradas e aceitas por nossa consciência ao longo de muitos milênios.


É postura comum ao ser humano adotar sem grandes questionamentos a validade dos padrões e crenças nas quais ele esta envolvido. Nascemos, crescemos e simplesmente ao longo de nosso desenvolvimento vamos agregando conceitos, leis, informações sem que tenhamos o cuidado de nos ocuparmos em validá-las ou rejeitá-las. De certa forma, apenas os assimilamos, como por exemplo,  normalmente é o que fazemos com os alimentos dos quais nos servimos em nossa alimentação diária.
Ingerimos alimentos e líquidos sem a devida preocupação com a qualidade daquilo que estamos agregando ao nosso organismo, consequentemente os efeitos por este descuido e desregramento alimentar se manifesta nas moléstias e mal-estar  que somos acometidos em decorrência de nossa irresponsabilidade.


Se o acima descrito é uma verdade que se manifesta em nosso aparelho orgânico, o que dizer em relação aos nossos aparelhos mental e emocional, certamente é mais triste ainda o estado de descaso que desenvolvemos em relação a estes. O homem atual esta tão incorporado pela mente coletiva que não percebe que em muitos momentos seus pensamentos e emoções são produzidos e determinados fora dele, empobrecendo desta maneira a sua capacidade pessoal de gerir a si mesmo.


Já afirmei em outros textos que o ser humano possui em minha opinião duas qualidades fundamentais, a primeira, a grande capacidade de Amar, e a segunda, a capacidade não inferior a primeira, que é a capacidade de pensar.
Se nos dirigirmos ao dicionário veremos que encontramos muitas definições para a palavra capacidade, mas, vou centrar-me naquela que diz: “Capacidade é a qualidade de quem é apto a fazer determinada coisa, a compreendê-la; competência. Sin.: aptidão, faculdade, habilidade; inteligência, talento, valor.”¹
A definição exposta sugere em outras palavras a identificação de um determinado dom, no caso, o dom de Amar e de Pensar. Mas um dom pode ser desenvolvido e utilizado ou simplesmente, fazer parte, mas não ter uso.
Esta ultima compreensão me parece aquela que mais vibre no ser humano em nossos dias, ou seja, ele tem o dom de amar e pensar, mas não se utiliza deles. Com certeza deve haver algo e alguém que interfira na utilização destes dons, mas porque isto acontece? E a quem interessa a atrofia destas capacidades?


Estas questões e outras começam agora a serem dissecadas. Mas volto a apelar aqueles que se sentem engessados por conceitos tradicionais que se permitam abandoná-los por alguns instantes e viabilizem tomar contato com uma maneira diferente de pensar, ausente dos padrões e das crenças que possam povoar sua mente.


AS QUESRÕES

Vamos começar por uma pergunta básica.

O que é a Vida?

Não podemos encontrar em uma única assertiva a completa definição do que possa ser a vida. Seria inocência e ao mesmo tempo presunção tentarmos simplificar algo que extrapola inclusive a mente mais privilegiada, pois até esta, haverá de gerar compreensões dentro dos limites de sua faculdade cognitiva.
No entanto, vamos desenvolver alguns pensamentos e percepções que podem contribuir para que geremos novos conceitos sobre a vida.


Tenho assistido a muitas pessoas falarem com frequência, “temos que aproveitar a vida, fazer festas, viajar, conhecer pessoas, lugares, beber, namorar, fazer sexo, destacar-se na sociedade...”.
Bem, parece-me que estas compreensões passaram a fazer parte do censo comum, e aqueles que não se movem por estas e outras diretrizes são considerados caretas ou alienados.
Paro para pensar (...), e descubro então que sou careta ou alienado (ou os dois juntos, risos), pois a vida para mim esta muito distante de se concentrar nestas condutas, elas, são em meu entendimento um complemento na vida e não a base na vida, assim sendo posso dizer sem medo de errar que é na realidade a moldura do quadro, do cenário que realmente contem a vida. Reconheço as experiências nelas contidas, mas existe algo mais do que isso.


Muitos podem se perguntar:
O que é a vida então para você?


Ah!  A vida, é a expressão do infinito no finito, é a incompreensão, a dúvida, a convicção, o movimento, a renovação, é olhar para o céu e ter a certeza de que a terra para todos nós é apenas mais uma estação, um estágio, um instante em um caminho por entre as estrelas.
Mas este caminho é percorrido e criado exclusivamente por cada um de nós, em busca não da ascensão, como muitos erradamente pensam, mas sim, um caminho na busca de nossa Liberdade como consciência, como um fragmento de nosso Eu Superior. Somos almas que vivemos em coletividade, mas que possuímos propostas exclusivas onde a lapidação de nossa consciência assegurar-nos-á o direito de alcançarmos níveis mais perfeitos na expressão denominada por nós de Amor.
Mas este caminho é incrivelmente longo e composto de infinitas possibilidades, hoje, encontramo-nos aqui na terra, amanhã, é absolutamente incerto o nosso paradeiro, a única certeza com a qual eu posso contar é o direito inato em cada um de nós de seguir adiante, portanto, o que vivemos na terra é da natureza da terra, é da natureza desta estação na qual nos encontramos agora e daqui a pouco ficará para trás quando conseguirmos nos mover em direção à próxima estação.


Nada do que aqui existe é nosso, tudo que aqui nos cerca faz parte desta experiência e aqui ficará quando partirmos. Mas é necessário que se entenda que o partir ao qual faço alusão não se refere à morte. A morte é uma amarga ilusão na qual estamos ainda presos. Quando falo partir, reporto-me a condição obtida em decorrência do sucesso alcançado diante das lições que esta estação nos proporcionou e o consequente aprendizado nela obtido, este é o partir, e esta é a vida, a imensurável capacidade e possibilidades que a imortalidade de nossos espíritos nos proporciona.   


A vida, é amar, é correr, é odiar, é ser recluso de si mesmo nas limitações que nossa personalidade nos impõe. Quando odiamos alguém ou a algo, na realidade estamos aprendendo a valorizar o amor, reconhecer o valor que o amor tem e o quanto ele faz falta em nossas vidas. Quando temos carências financeiras, manifestamos limitação e escassez, mas em realidade, estamos aprendendo a valorizar a abundância, o ilimitado.
Se estivermos a amar, em realidade estamos aprendendo que a vida pode ser eternamente vivida na comunhão, na graça e no desejar o bem a todos a nossa volta.
A vida é uma eterna lição, não se restringe por nada, não se torna pequena diante das limitações, das injustiças que nossos olhos percebem. Ela é o silêncio na supressão da voz que se cala diante da dor, mas também é o estrondoso ruído que a alegria promove nos corações.


A vida é o inquietante e incompreendido desejo de retornar ao lar, mesmo sem saber onde e qual é este lar, é saber que dentro de nosso corpo vive o amor em cada uma de nossas células, em cada secreção por nós produzida.
Reconhecer a vida fora de nós talvez seja o nosso maior exercício, esta vida a qual me refiro esta vibrante em seu animal de estimação, na pequena orquídea que você tem sobre a sua mesa. No próprio móvel de madeira que adorna a sua sala, sim, nele também há vida. A pedra  que usamos nos alicerces de nosso lares contém vida e merece o mesmo amor que nos é dispensado pela Fonte-Deus. O Extraterrestre que você  não admite a existência também tem direito a vida.
A vida não tem aparência, cheiro, forma, cor, e ao mesmo tempo tem tudo isto, então porque perdemos tempo em não viver?


Então!
O que poderia ser viver senão a eterna capacidade de coexistir com tudo e todos onde a vida pulsa como expressão da mais nobre energia que habita e se irradia da Fonte, sem estabelecer distinções ou privilégios.
Nosso caminho nada mais é do que o reconhecimento através do aprendizado e do enriquecimento de nossa consciência daquilo que é Deus, cada estação pela qual estamos a passar traz-nos um pedacinho ínfimo do que seja a expressão, a presença Deus  em nós, no outro e no universo. Quando tivermos passado por todas as estações, quando tivermos alcançado a Liberdade, estaremos diante da face de Deus e a ele nos incorporaremos em um estado de êxtase inenarrável.


Portanto, ao estar próximo de concluir este nosso momento deixo-vos com uma inquietante divagação.
Quando criamos resistências, abandonos, quando negamos a nós mesmos e ao outro, quando nos comportamos de maneira irresponsável diante da vida, estamos deixando de conhecer um pedacinho de Deus em nós, no outro e em tudo a nossa volta.
Quando gerarmos, assimilarmos e incorporarmos esta compreensão em nós reconhecer-se-á a vida naquilo que ela realmente é, e não apenas uma parte fracionada do que seja viver.


Ainda somos sombra e luz, amor e ódio, unidade e dualidade porque a dificuldade em aprendemos que a vida é tudo isto, lutamos muitos anos de nossas existências para decidir em que lado haveremos de ficar, mas não é uma questão de optarmos por um lado, mas sim perceber que nestas polaridades encontramos as lições que nos conduzirão ao sucesso de mais uma estação ultrapassada para chegarmos a presença de Deus.


A vida é muito mais do que isto, mas isto também é parte da vida.
Até o nosso próximo encontro.


¹ - http://www.dicio.com.br/capacidade/




O PREÇO DA LIBERDADE - PARTE II

O PREÇO DA LIBERDADE - PARTE II



Em nosso último texto procuramos dar uma idéia do quanto o humano se protege para não se defrontar com as suas questões internas e externas, sejam elas, simples ou complexas, e que habitam os seus três níveis de consciência.
Ao adotar esta postura ele se boicota de maneira significativa no desenvolvimento e aprimoramento de uma melhor consciência consigo mesmo, com o seu semelhante e com a  realidade que o cerca. De alguma maneira esse procedimento já esta aceito como veia comum de movimentação em cada um de nós, criamos barreiras consistentes na defesa de nossa psique, embora estas sejam fruto em muitas vezes de um processo inconsciente.


Mas, consciente ou inconscientemente ele acontece, pois nós o geramos e a cada nova exposição na qual a personalidade se expõe la estamos nós, devidamente armados com as defesas e fugas que invariavelmente se repetem nestas situações.
Desta forma é muito comum observarmos pessoas que geram manifestações polarizadas. Algumas são extremamente introvertidas, tímidas, limitadas, dependentes, outras; extrovertidas, exageradas, inconvenientes e muitas ainda viajam de um pólo a outro nestes comportamentos, a situação instalada é que vai determinar como a personalidade se posicionará.


Mas por que isto acontece?
Certamente vamos encontrar muitas respostas, e cada uma delas se aplicará ao individuo de acordo com as suas características pessoais, mas, acredito que o ponto de partida para todas elas seja o mesmo, comum a todo o humano, mas cada personalidade lida com ele a sua maneira, ou diria ainda, de acordo com a capacidade de seu aparelho psíquico.
O ponto de partida ao qual me refiro são os traumas, muitos deles gerados ainda na precocidade de nossa existência. Na infância e na adolescência nos defrontamos com nossos primeiros desafios na vida e obviamente não estamos preparados para lidar com eles. Nossos pais não fizeram nenhum “cursinho” para serem pais, vão aprender no desenvolvimento da paternidade a serem pai e mãe, e como todo o aprendizado esta sujeito a acertos e a erros, e assim nós também o faremos em relação aos nossos filhos, e eles aos nossos netos.


Pois bem, mas o que é um trauma?
A palavra trauma é oriunda do grego (tráuma), o que significa ferida.
O trauma psíquico pode ser observado quando um indivíduo, após algum choque emocional violento, passa a modificar sua personalidade, sensibilizando-a em relação a emoções da mesma natureza e podendo desencadear problemas psíquicos ao ponto de transtornar sua capacidade de relação individual e social.
Ao trazer esta definição de maneira simplificada, podemos nos centrar em duas expressões significativas. A primeira, a própria identificação de trauma como “ferida”, ou seja, algo que machucou e a segunda, “choque emocional violento”, esta, identifica um abalo significativo causado no individuo por alguma experiência vivenciada por ele de maneira desequilibrada.


Diante deste entendimento podemos então concluir que ao longo de nossa vida estamos sujeito a viver muitas situações que se enquadram neste cenário de choque emocional produzido contra a nossa personalidade. Bem, imaginemos então que tenhamos experimentado em 10, 15 ou 70 encarnações neste planeta, vejam quanta possibilidade de termos nos colocado em situações traumáticas ao longo destas existências, quanta dor, medos, violência, abandonos, rejeições tivemos que vivenciar.
Sem dúvida, devemos ter um histórico muito rico e variado em experiências positivas e negativas vividas nesta nossa jornada terrena. Hoje mesmo, se olharmos para a nossa vida, quanta experiência foi desenvolvida, quanto conteúdo disponível para o nosso aprimoramento. Certamente se olharmos por este prisma o ser humano pode ser um privilegiado no universo por dispor deste manancial de possibilidades que o capacita a burilar sua personalidade/alma ao criar o seu próprio processo evolutivo.


Hoje temos um aprimoramento tecnológico frenético, que promove com uma velocidade assustadora novos recursos colocados a disposição do homem, para que este se veja diante dos fatos e informações de uma maneira instantânea como jamais acontecerá em nosso planeta em outros momentos da nossa sociedade.
Abastecidos a todo o momento por novos conhecimentos e informações fica mais fácil tomar consciência de novos conceitos, paradigmas e teorias que vem se somar aos já existentes em nossa personalidade.
Tenho tomado contato com  muitos textos, canalizações e métodos que asseguram em seus conteúdos que não cabe mais ao ser humano olhar para trás em seu passado. Dizem estes conteúdos, que aquilo que ficou no passado não deve ser mais lembrado, trabalhado e compreendido. Afirmam ainda, que devemos olhar para o presente e construirmos nosso futuro para que ele seja melhor do que aquele passado que deve ser abandonado e esquecido.


Pois bem, me pergunto e faço esta pergunta com todo o respeito, as pessoas que comungam do pensamento acima exposto, ops, já estava cometendo uma grave falha, sim, eu estava esquecendo os espíritos que transmitem aos seus canais aqui na terra estas mensagens com estes conteúdos, tenham a certeza de que eu também os respeito. Agora sim, esta completo o cenário e acredito não ter esquecido de ninguém.


VAMOS À PERGUNTA ENTÃO:


A quem interessa a construção e a sustentação desta MENTIRA? Sim, porque isto é uma MENTIRA!

Como pode ser afirmado por tantos, que o passado e suas experiências desequilibradas devem ser literalmente abandonados?

Como podem afirmar que somente o presente e o futuro deve ser o ponto de atenção que o humano deve se centrar? Como?

Que interesses ESCUSOS estão por trás destas afirmações?


Perdoem-me, não era apenas uma pergunta, e tenham a certeza de que também não se resumem a estas acima construídas, existem outras.


Sou por natureza um questionador, não perdi com o tempo a virtude que toda a criança tem em seus primeiros anos de vida. Quem nunca teve um filho, neto ou contato com alguma criança e não tenha percebido que elas querem saber o “porque de tudo”. E isto se expressa de maneira mais clara ainda com as crianças que estão nascendo agora, pois estas, já não aceitam qualquer resposta e quando se sentem insatisfeitas pela resposta incompleta, persistem com mais veemência em seus questionamentos.


Você já parou para pensar porque deixou de perguntar?

Porque você passou a aceitar simplesmente aquilo que lhe é falado sem exercer o direito da duvida?

Estes direito e virtude tem que ser resgatados, agora e não no amanhã.


Retornando a mentira que afirma que devemos nos ocupar do presente e futuro, abandonando o passado, necessito lhes fazer algumas considerações para que possamos seguir adiante.
Vamos estabelecer duas convenções para tornar mais fácil a compreensão das considerações abaixo.

- ENERGIA = Pensamentos, Sentimentos, Emoções, Verbos e Atitudes

- FONTE = Consciência, Personalidade, Ser Humano


CONSIDERAÇÕES :


1ª – Absolutamente tudo no universo é energia;

2ª – Toda a energia depois de criada não morre, o que pode acontecer com ela é ser transformada, transmutada;

3ª – Toda a energia gerada por uma fonte estará para sempre ligada àquela fonte que a gerou;

4ª – A proximidade e a influência que a energia gerada no passado exercera sobre a fonte esta na relação direta da frequência vibratória manifestada pela fonte no agora, ou seja, se a fonte voltar a vibrar na mesma qualidade da energia já anteriormente gerada, isto a sintonizara novamente com a energia gerado no passado viabilizando desta forma acesso mútuo;

5ª- Uma energia haverá sempre de se sintonizar com energias similares que vibram no plano astral e que são geradas por varias fontes e este fato tornara a energia potencializada, em outros termos, mais forte;

6ª- Uma energia gerada por uma fonte vai se instalar na aura desta fonte que a gerou, alimentando-se energeticamente da mesma;

7ª- Quando uma pessoa (fonte) sofre um trauma (energia) muito doloroso, são formadas manchas escuras no corpo áurico daquela fonte;

8ª- Toda energia é assimilada na forma de programação que fica armazenada em nosso subconsciente e inconsciente e vai sendo incorporada em nossas células permanentes como uma nova programação;

9ª- Células permanentes são aquelas células que independente da morte de nosso corpo físico, elas mantém a informação de quem somos e o que somos agregadas das novas informações que são adicionadas pelas experiências que temos em cada uma de nossas vivências como ser humano.


Compreendido o acima exposto, retorno as mesmas perguntas:


A quem interessa a construção e a sustentação desta MENTIRA? Sim, porque isto é uma MENTIRA.

Como pode ser afirmado por tantos, que o passado e suas experiências devem ser literalmente abandonadas?

Como podem afirmar que somente o presente e o futuro deve ser o ponto de atenção que o humano deve se centrar? Como?

Que interesses ESCUSOS estão por trás destas afirmações?


Quando passamos a entender que tudo no universo é energia, e que a energia não morre, ela pode apenas ser transformada, requalificada, fica muito difícil de aceitar a proposta de esquecimento que é sugerida em canalizações, textos, métodos e outros.
Quando geramos uma energia mal qualificada não nos resta alternativa se não cuidarmos dela e a curarmos através do entendimento, aceitação, perdão e cura das freqüências nas quais ela foi gerada. Somente a partir deste ponto é que podemos dizer que estamos livres de determinada energia (trauma). Não podemos perder de foco a compreensão que a energia que geramos nada mais é do que um determinado nível de consciência no qual vibrávamos e estávamos imersos, totalmente envolvidos.


AS PERGUNTAS


Diante da extrema necessidade de alcançar respostas, cada um deve se permitir pensar, discernir e construir em um primeiro momento hipóteses que colaborem no equacionamento das dúvidas que povoam sua mente e seu coração.  Neste processo não nos é dado o direito de agirmos exclusivamente com o coração, temos e devemos nos servir de nossa mente racional para que sejam consistentes as divagações que se seguirão aos questionamentos. O caminho é árduo, perigoso e diria até insalubre, também teremos muitas desilusões devido a crenças que detínhamos como verdades e as perceberemos a partir de um dado momento como falsas e fruto da ilusão, mas isto  é a vida.
Só pode viver a vida quem tem coragem para percorrer os caminhos da duvida, da incerteza e do próprio abandono no qual em muitos momentos nos sentiremos, como se não houvesse companhia fiel junto a nós.



Ficamos por aqui neste momento, e em nosso próximo encontro estaremos nos defrontando com as perguntas que necessitam de respostas, mas isto não significa que estarão totalmente satisfeitas quando respondidas, apenas nos assegurarão a condição de seguirmos adiante, onde outras e mais outras se colocarão em nosso caminho para testarem nossa coragem e determinação na conquista de nossa tão sonhada LIBERDADE.

O PREÇO DA LIBERDADE - PARTE I





O que é a Vida?
O conhecimento que eu detenho sobre a vida é consistente?
Certo! Sei que a vida se divide em duas realidades, a material e a espiritual, isso é tudo?

Embora encontremos muita literatura e informação sobre a vida, quando eu me permitirei buscar as respostas dentro de mim sem considerar a influência externa agindo em meus pensamentos e divagações?



Tenho assistido, participado e produzido muitos atos de minha história como um ser que vive uma realidade na forma humana, em corpo humano, com características humanas, relações e sentimentos humanos, com buscas e propósitos humanos, dentro de uma realidade ao mesmo tempo pródiga em produzir experiências enriquecedoras e experiências extremamente castradoras e aprisionadoras.


Quanto mais estudo, leio, observo e me interiorizo buscando respostas, gero e reforço a conclusão de que é ínfima a quantidade de pessoas que realmente estão abertas para a perspectiva mais ousada da experiência que vivem neste Planeta.
Não desconheço ou ignoro a grande força oposta ao Amor e a sua envolvente capacidade de anestesiar a vontade humana em buscar respostas e transparência em sua jornada terrena.
Sei também, que a perspectiva que a nossa sociedade gerou como foco em sua evolução sempre esteve atrelado ao caminho descontínuo e fracionado em decorrência das sucessivas experiências que o homem experimenta nas incontáveis vidas que encenou em sua passagem aqui na terra.
Desta forma, ao compreender estas influências me vejo forçado a respeitar o peso que esta realidade dimensional se ocupa em produzir sobre nossa consciência, e a abertura inconsciente que proporcionamos a ausência do Amor em nós mesmos quando permitimos que o Medo, seja a moeda corrente inalienável pela qual a personalidade se movimenta, gerando-o como domínio comum, em suas manifestações individuais e sociais, refiro-me a presença do Medo em cada um de nós.


Mas ao Medo, concederemos em outro momento próximo a este, o espaço adequado para a sua maior compreensão e melhor entendimento da influência que ele produz sobre nossos pensamentos, sentimentos e ações.


As questões acima enunciadas podem parecer comuns e dirigirem-se a um mesmo ponto de observação, mas asseguro-lhes que se estendem a horizontes mais amplos do que aqueles que comumente nos permitimos criar em nossos raros momentos de desprendimentos reflexivos e nas escassas oportunidades em que também nos permitimos filosofar.
Daí entende-se o porquê da incrível dificuldade que muitos de nós temos em gerar pensamentos, reflexões e construirmos discernimento sob vários temas que envolvem nossa vida, pois pensar dá trabalho e consome tempo, e se eu não estiver enganado, tanto o trabalho quanto o tempo, são duas ferramentas desta sociedade que devem ser dirigidas e habilmente utilizadas para produzir resultados “econômicos” e concederem ao individuo “prazer”, e não para produzirem desperdício e stress, ou ainda, o exporem ao medo latente que habita em seu interno.
Também ouso afirmar que se eu não estiver equivocado, os resultados econômicos e a incessante busca pelo prazer são dois pilares muito bem sedimentados por esta nossa sociedade que ajudamos a criar, e que dita suas teorias como leis a serem regiamente cumpridas pelo individuo, como muito bem é identificado na trilogia Matrix, filme de 1999 que traz em seu roteiro expresso nas cenas deste filme a perfeita identificação do que hoje é a vida na terra.


Somos marionetes muito bem articuladas por um sistema de crenças e padrões que nós mesmos construímos e que agora se apossam como “senhores feudais” de nossa humanidade e que com mão de ferro conduzem os rumos desta civilização, tornando-a prisioneira de si mesma.
 Enfim, a criatura dominando o criador, em outras palavras, a Sociedade dominando o Indivíduo.


Acredito que um mecanismo muito inteligentemente usado como forma de manter o humano disperso de si mesmo são os meios de comunicação, que oferecem um universo amplo de informações que o levem a manter a sua mente ocupada no processamento e arquivamento deste manancial informativo que diariamente entramos em contato através das mais variadas formas de acesso oferecidas pela tecnologia da informação.
Outro mecanismo muito perfeitamente instalado em nossas vidas se registra na crescente solidão na qual as pessoas estão cada vez mais se aprofundando.
Tornarei mais claro o funcionamento deste mecanismo ao afirmar que a comodidade, agilidade e eficiência dos meios de comunicação disponibilizados em nossa sociedade como, por exemplo, as próprias Redes Sociais, o Celular, a Internet entre outros, leva o individuo a manter-se distanciado fisicamente de um contato mais próximo e bem mais enriquecedor com o seu semelhante. Podemos estabelecer contatos virtuais praticamente instantâneos, mas totalmente desprovidos do verdadeiro calor humano, que o contato físico como o olhar nos olhos do outro ou o tocar as mãos do outro proporciona.


Bem, mas isto na visão desatenta e inocente da grande maioria das pessoas não é significativo o suficiente para justificar a dificuldade do individuo de produzir questionamentos e compreensões mais elaboradas, será?
Em minha opinião este processo de massificação que a sociedade atual desenvolveu contribui sim, de maneira significativa para amordaçar a alma em suas buscas mais nobres. O homem de hoje é refém de si mesmo e o mais preocupante é que não possui consciência desta realidade, mesmo aquele que se ocupa de maneira tímida ou até mesmo mais comprometida em suas buscas espirituais ainda se vê preso a padrões e crenças que o impedem de ver a vida não tão simplesmente pelo foco que a realidade material e os princípios espirituais tomados como leis e consagrados pela própria literatura espiritual encerram em seus conceitos aprisionadores e limitadores.


Ressalto aqui, que quando me refiro a espiritualidade não estou incluindo qualquer possibilidade de fazer menção a alguma religião ou doutrina, sejam estas de qualquer natureza que estejam constituídas, respeito seus seguidores, mas as entendo totalmente desnecessárias e indevidas ao reencontro consigo mesmo e com a Fonte.


Muito provavelmente devido a esta minha última afirmação, algumas pessoas devem estar extremamente contrariadas e até mesmo revoltadas, o que sem dúvida é um direito que lhes assiste, mas mantenho minha afirmação sustentada pela própria passagem de Jesus na terra, pois até onde sei, em momento algum de sua presença entre nós ele sugeriu ou determinou que devêssemos seguir alguma religião ou doutrina.
Sua mensagem assentava-se em uma única proposta, o Amor como forma de chegarmos a Fonte. Esta era a única pregação de Jesus, dizia ele, que o Amor nos liga a Deus, a Fonte de Tudo o Que É.
O Amor não faz escalas e não precisa de intermediários.


Mas infelizmente não aprendemos esta lição e permitimos a presença de intermediários, de interlocutores, e o mais grave de tudo, não aprendemos a Amar, mas facilmente aprendemos a ter Medo, onde deveríamos ter o Amor como única forma de manifestação.
O Medo é o Pai de todos os desequilíbrios humanos. Um momento! Voltei a referir-me ao medo, por quê?
Porque para meu entendimento a resposta é simples. A Humanidade não se volta para dentro de si com medo de reconhecer as verdades la contidas, defrontar-se com seus desequilíbrios e desarmonias confunde e aterroriza a personalidade levando-a desta maneira a abrir espaço e manter-se fiel as ilusões que ela mesmo gerou e outras que a ela foram impostas.
Como não sou adepto das ilusões, vamos passar a falar sobre ilusões e realidades.


Estar vivo é exatamente o que?
Acordar pela manhã, fazermos nossa higiene, sairmos para o trabalho ou estudo, relacionamo-nos com as pessoas até retornarmos para nossos lares e convivermos com nossos familiares, alimentamo-nos, temos uma vida social, lazer e dormimos. De maneira geral é o que acontece em nossos dias, e sendo mais genérico e simplista ainda, podemos resumir nossas vidas entre estarmos acordados ou adormecidos.


Quando estamos acordados (na média 2/3 do dia) temos consciência do que esta acontecendo conosco (ou deveríamos ter), mas e quando estamos adormecidos,  repousando (na média 1/3 do dia) sabemos o que esta acontecendo?
Você já parou para pensar que em média o ser humano dorme 1/3 de sua vida, ou seja, se uma pessoa tem 33 anos, ela passou 11 anos dormindo, você já tinha parado para pensar sobre isto?
Você já parou para pensar o que acontece em sua vida nestes 11 anos, nada?

Alguns dirão, “estaremos sonhando ou não”, simples assim?


Lamento informar que não tem nada de simples, pelo contrário, é bem complexo. E por acreditar que é hora de se falar sobre isto (na realidade já passou da hora) e outros temas passarei a desenvolver conteúdos que possam trazer novas compreensões a quem estiver aberto a discuti-las, reafirmo, e perceber que as mensagens “cor de rosa”, são bonitas e acalmam a personalidade mas nem sempre refletem a realidade da vida, pelo contrário sustentam a ilusão que dirige a vida de muitos.



O PRINCÍPIO


Quando éramos crianças gostávamos de ouvir historias contadas por nossos pais ou avós para dormirmos, muitos de nós inclusive não dormíamos sem ouvi-las.
Mas o tempo passou e nos tornamos adultos pela evolução normal na qual todo o ser humano experimenta em seu crescimento físico, mental e emocional.
Mas o hábito adquirido na infância de ouvirmos histórias parece que resiste em nos abandonar ou nós mesmos resistimos em abandoná-lo.

Somos inundados por tantas histórias que carregamos desde aquele tempo infantil e tantas outras que fomos adquirindo ao longo de nosso crescimento, mas quando foi que paramos para pensar sobre estas historias?
Quando paramos para pensar na veracidade ou coerência daquilo que nos era contado e que tornamos como verdades sem nos preocuparmos em questioná-las?
Hoje quando decidimos (para alguns poucos) tornar nossa consciência mais afinada com a fase adulta que nos encontramos, ou ainda, quando decidimos (para pouquíssimos) mais comprometidamente gerarmos uma consciência mais equilibrada e sintonizada com a evolução espiritual buscando o aprimoramento e o aperfeiçoamento de nosso ser observando-o não somente como a personalidade que transita por esta realidade dimensional, mas sim, observá-lo como um todo complexo e único dotado de uma condição que expresse  de maneira clara e absoluta o envolvimento natural e inerente a nossa existência como filhos da Fonte Primordial que é Amor e Luz.
Em minha opinião temos que necessariamente e diria até imperiosamente decidir se manteremo-nos através do estado comum de consciência ou haveremos de buscar a identidade daquilo que realmente somos (ou pelo menos pensamos que somos), seres dotados de uma capacidade criadora, de uma imortalidade e gerados a imagem e semelhança da Fonte de tudo o que É.

Desde o princípio dos tempos o homem viveu cercado das tais histórias, muitas eram apenas lendas ausentes de veracidade e comprometidas basicamente com o grau evolutivo da época em que a mesma fora gerada.
Acredito que o Mito da Caverna do filósofo Platão é um grande exemplo do quanto somos moldados por crenças e histórias desprovidas de veracidade, mas que se tornam leis, pois são trazidas ao nosso conhecimento e incorporadas sem que nos permitamos refletir sobre a mensagem nela contida.
Apenas incorporamos esta mensagem, validamos e muitas vezes nos movemos direcionados pela mesma permitindo que sua influência exerça em nossas vidas conseqüências que cerceiam nossa liberdade de manifestação tornando-nos limitados e dependentes levando-nos a percorrer a contramão na estrada da vida e consequentemente a da nossa evolução.

Para seguirmos deste ponto temos que necessariamente fazer aqui uma distinção para facilitar nosso entendimento e preparamo-nos para os demais artigos.
Esta distinção remete-nos a gerar compreensão sobre o que seja Real, Realidade e o que é Verdade.
Neste sentido sirvo-me de conceitos que acredito possam trazer umas descrições mais elaboradas e dotadas de conceitos filosóficos, os quais sempre são muito bem-vindos a consciência humana.

REAL E REALIDADE


REAL OU REALIDADE?(1)

            O problema entre o REAL e a REALIDADE; é que, apesar de, em princípio, parecerem a mesma coisa; são coisas totalmente distintas; pois toda a REALIDADE é REAL; mas, nem todo o REAL faz parte da REALIDADE.
            Para entendermos isso, é necessário falar um pouco sobre o significado de REAL e de como a mente humana apreende o CONCRETO, formando a REALIDADE e o conhecimento.
            Antes de explicar; no entanto; faz-se necessário uma CONVENÇÃO. Gostaria de convencionar que a palavra CONCRETO, nesse artigo, irá significar a parte do REAL que existe fora da mente humana e que concerne aos objetos concretos; e que REAL significa TUDO O QUE EXISTE; sendo CONCRETO ou NÃO; independente de existir DENTRO ou FORA da MENTE HUMANA. Dessa forma, o REAL abrange o que existe DENTRO e FORA da MENTE HUMANA.
            Assim, uma CADEIRA é CONCRETO e REAL (Existe); enquanto a BONDADE, apesar de não ser CONCRETO, é REAL por que EXISTE na MENTE HUMANA..
            Isso convencionado; imaginemos agora um objeto concreto; de existência externa ao Homem e um homem observando esse objeto. Ao observar um objeto concreto, a mente, através dos sentidos, capta a imagem e as sensações obtidas por esse objeto, formando uma imagem do mesmo.
            Depois desse processo de "imaginação", no qual o cérebro forma uma imagem do concreto captado pelos sentidos, à imagem desse mesmo objeto é incorporado todas as sensações que se tem dele (Cheiro, cor, se houve contato com o tato a sensação de textura, dureza, etc...); formando assim uma imagem tridimensional sinestésica do objeto.
            No passo seguinte, a mente adiciona idéias de valor à essa imagem; incorporando ao modelo tridimensional sinestésico essa idéia de valor.
            À esse modelo, tridimensional sinestésico, acrescido da idéia de valor, chamaremos de MODELO MENTAL. Esse processo, perdura por toda a existência do homem, que passa a formar um conjunto de modelos mentais; que chamamos de REALIDADE; (A SOMA de todos os modelos mentais de um ser humano).
            Assim, REALIDADE é o conjunto de todos os modelos mentais tridimensionais sinestésicos (Com todas as sensações dos sentidos agrupados nele); acrescidos dos valores advindos do grupo cultural em que o indivíduo está inserido.
            Note que, o Homem não se relaciona com o CONCRETO; mas com a sua própria REALIDADE.
Fisicamente, por exemplo, uma cruz não passa de dois pedaços de pau colocados em forma de “t”; no entanto, a imagem sinestésica desses dois pedaços de pau, acrescidos de valores advindos da cristandade, dá outro significado a esses mesmos pedaços de pau; formando uma nova REALIDADE. Assim, o homem, se relaciona com a sua própria REALIDADE; criada por ele mesmo, e não com o CONCRETO; inserindo novos elementos no REAL.
            Além de se relacionar com a sua própria REALIDADE, formada em parte pelos modelos mentais advindas do CONCRETO; o Homem ainda povoa a sua REALIDADE com outros modelos criados a partir de seu imaginário, que, tomam forma e força, passando a ter existência na REALIDADE humana com a mesma força do que os outros modelos advindos do concreto. Nessa categoria estão instituições como a DEMOCRACIA; que, apesar de não ter origem no concreto, faz parte da REALIDADE humana; tendo tanta força como os modelos vindos da observação do concreto. Dessa feita; as instituições, e todas as outras coisas que não existem no concreto, através do Homem; se corporificando na REALIDADE, passam a ter existência no REAL.
            Agora, vale a pena uma pausa para entendimento. Uma ILUSÃO é REAL; pois uma ILUSÃO EXISTE. Ela existe não como OBJETO CONCRETO; mas como ILUSÃO. Assim, uma ILUSÃO é REAL enquanto ILUSÃO; na CATEGORIA de ILUSÃO. Assim, o mesmo se dá com as INSTITUIÇÕES, que são REAIS enquanto INSTITUIÇÕES.
            Entendido tudo isso; entende-se que toda a REALIDADE faz parte do REAL; mas nem tudo que é REAL faz parte da REALIDADE; pois a REALIDADE é HUMANA; depende do homem; sendo o REAL transcendente ao HUMANO; contendo toda a nossa REALIDADE mais tudo o que é REAL e que não faz parte dessa mesma REALIDADE (Que é desconhecido ao Homem).
            Isso posto, entendemos o porquê do Homem estar imerso em tanta confusão; pois além de confundir REALIDADE com CONCRETO, confunde esta (Realidade) com REAL; e não conhecendo esse mesmo REAL, confundindo as categorias que nele existe, tenta forçar a HUMANIDADE a adotar a sua própria REALIDADE como se REAL fosse.

VERDADE (2)

Para definir verdade utilizarei a definição mais simplificada de Nietzsche que afirma, “A verdade é um ponto de vista.” Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira. Daí seu texto "Como filosofar com o martelo.”

CONCLUINDO

Diante dos conceitos acima enunciados podemos então entender que:
O Real independe da compreensão, conhecimento ou aceitação do homem, ele simplesmente existe, mas o homem ao criar a sua Realidade passa a torná-la Real, porque ela passa a existir para ele.
A Realidade é composta por todas as percepções que o humano gera conhecendo, compreendendo e aceitando.
A Verdade é totalmente particular e expressa observações totalmente individualizadas descomprometidas do censo comum. É constituída das crenças adquiridas e criadas pelo individuo.

Feita estas distinções podemos seguir a frente.

Ao longo da história da humanidade muita informação foi criada com a intenção de iludir, manipular e controlar esta mesma humanidade, pois o homem sempre esteve voltado a exercer o Poder sobre o próprio homem, e mais, estivemos e ainda estamos sofrendo a influência de consciências extraterrestres que influenciaram e ainda influenciam os rumos de nossa civilização em maior ou menor escala dependendo da época observada.
A consciência de massa também exerce forte influência no comportamento do individuo na medida em que grupos e organizações cada vez mais se especializam em gerar serviços e produtos que tornam a vida moldada pela obtenção das facilidades encontradas  nesta nova sociedade voltada de maneira obcecada pelo consumo desenfreado e irresponsável que substitui padrões morais, éticos e culturais.
Estes desregramentos geram aculturamento e imoralidade produzindo verdadeiros abismos nas classes sociais e ruptura no seio familiar, núcleo da sociedade, pois o individuo move-se exclusivamente na direção do “possuir” perdendo a noção de si mesmo e encarando ao outro como um concorrente em potencial na obtenção destes bens, serviços e o consequente status que estes lhe concedem.

Portando-se desta maneira fica evidente o porquê da grande dificuldade que o homem possui em si mesmo de questionar a sua realidade, entender do que ela e composta e como ela e formulada, pois seus padrões e crenças adotadas são disciplinadamente obedecidos e incorporados como leis sagradas, e dentro desta compreensão, tudo o que é sagrado é inquestionável, definitivo, absoluto.

Tomando esta compreensão como um aspecto comum na vida da humanidade fica mais fácil entender porque o homem resistiu e resiste em aceitar novas compreensões, informações e conhecimentos quando estes se posicionam contrário a tudo aquilo que é aceito por este mesmo homem.

Mas uma pergunta neste ponto se impõe:
A quem e ao que esta inconsciência serve?

Nos próximos artigos passaremos a desenvolver idéias e trazer discussões sob percepções já conhecidas, mas que ainda se utilizam de maquiagens para iludir ou calar a voz do individuo.
Outras idéias, certamente haverão de produzir muita contrariedade, negação e até revolta em algumas pessoas ainda presas ao “não questionar” as leis e ao sagrado, mas começa aqui uma proposta irreversível na qual haverei de me mover seguro de que esta experiência é fundamental ao meu aprendizado e o consequente burilamento de minha consciência.

Esta viagem começa agora, aqueles que se sentirem encorajados, não limitados e desejarem reconhecer o Real abandonando e libertando-se da Matrix que os aprisiona sintam-se a vontade para embarcar nesta nave.
Mas saibam: não lhes prometo verdades, pois não as possuo; não lhes prometo segurança, pois cada um desenvolve a sua; também não lhes informo o destino, pois o caminho e a experiência são individuais e cada um construirá o seu ponto de chegada; não lhes prometo dias fáceis, pois certamente serão difíceis e turbulentos; saibam também, que não lhes prometo dias de paz, pois serão extremamente inquietantes.

Mas, prometo-lhes tão somente a coragem, a lealdade, a humildade e um espírito que jamais aceita a ultima resposta como definitiva.

Aqueles que conseguirem chegar ao seu destino, asseguro-lhes que lá encontrarão a Liberdade, a Independência, a verdadeira Unidade, o Real, a Totalidade, a plenitude de Consciência, o reencontro com a sua Divindade e finalmente, estarão diante, junto, integrados a FONTE PRIMORDIAL que é Amor e Luz.


Sejam Bem-Vindos.


Namastê.
    


         Por: João H. L. Ferreira
2)             http://pt.wikipedia.org/wiki/Verdade